Os sites web 2.0 por vezes resolvem mostrar “personalidade”, mostrando um pouco da descontração dos desenvolvedores ao lidar com aspectos detalhados do desenvolvimento, como o tratamento de erros.

Hoje aconteceu comigo. Peguei o Flickr com soluço!

Soluço do Flickr - clique para ampliar

Para mostrar que mesmo o tratamento de erros pode ser lúdico. Gostei!
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Este minidocumentário trata sobre o processo de criação do lendário (sim, lendário, e não legendário) Nike Air Max. O filme de 8 minutos é basicamente um depoimento de Thinker Hatfield, atual Vice-Presidente de design da NIKE.

Ele explica como se inspirou no Centro Pompidou, criado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, para projetar o amortecedor transparente e visível do Nike Air Max.

“Idéias todo mundo tem. Como é que entram na cabeça da gente? Entram porque a gente lê, observa, conversa, vê espetáculos.”
(Ruth Rocha)

Na época do lançamento, há 2 décadas (meu Deus, tô ficando velho, eu vivi isso!) o tênis foi criticado por esportistas por ser muito colorido e não ter cara de tênis de corrida! O Thinker fala sobre isso no filme. Aliás, reparou no nome do sujeito? Pensador.

O filme mostra bem rapidamente algumas reuniões de época e rascunhos do projeto original, um fetiche para quem gosta de projetar e ver/participar do projetos alheios.

O que mais me chamou a atenção foi o título do filme: Respect The Architects.

Isso me lembra do Richard Saul Wurman, o homem que cunhou o nome Arquitetura de Informação. Ele era arquiteto e foi aluno de Louis Khan, arquiteto da mesma estirpe de elite que Renzo Piano.

Os arquitetos são profissionais inovadores por natureza, gente que pensa e vive o novo. Arquitetura se faz de história E repertório, mas se faz com papel e lápis. Qualquer arquitetura.

A direção do filme é de Thibaut de Longville. Áudio em inglês e legendas em francês.

Dica do Nascido, que me mandou o link.

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Já tentou mudar alguma coisa à qual as pessoas já haviam se acostumado?

Então certamente você já enfrentou resistência à mudança. Gente que consegue se apegar ao antigo e não tenta (nem quer tentar) aprender o novo. Não que o novo seja sempre melhor que o antigo. Vide o novo Vectra, que mudou de design e involuiu tecnologicamente. Ou o Windows Vista, o maior ladrão de memória RAM já lançado.

Este vídeo mostra um usuário típico recebendo ajuda do helpdesk para usar um novo sistema. Quem nunca viu esta cena? Ou fez parte dela?

A dica do vídeo peguei no blog do Daniel Mendes, que no post A dor da mudança de paradigma comenta ainda sobre o Windows Vista.

Eu tive o mesmo problema que ele. Acabei escolhendo um Vaio, que permitia instalar o XP, mesmo com algumas gambiarras. Até agora não deu pau. Mas o HP da minha mulher não se deu bem com o XP, tivemos que voltar pro Vista.

Recorri ao suporte da HP Brasil, que depois de 1 mês me disse que a máquina era importada e por isso não havia suporte no Brasil. Então recorri à HP internacional, que me recomendou baixar os drivers para XP, os mesmos que 3 técnicos já haviam baixado e não funcionavam com o XP.

Me senti um idiota, por ter de ficar amarrado à um sistema operacional e não poder escolher entre o papiro e o livro. Afinal de contas, o novo nem sempre é melhor que o antigo.

Que Deus slave Gutemberg, o inventor do novo (e melhor que o antigo!)!
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Protótipos de Papel

12 Maio 2008

Os protótipos de papel tem sido muito comentados como uma excelente ferramenta para testar rapidamente soluções de interação com produtos e interfaces.

Mas um protótipo desse, com tanta fidelidade, eu nunca tinha visto!

Haja paciência!

O Google não é um monopólio

Entrevista concedida à Peter Moon

A executiva que ocupa a quarta posição na hierarquia do Google fala do futuro dos sites de busca e explica por que sua empresa tanto se opôs à compra do Yahoo pela Microsoft.

Marissa Mayer

Marissa Mayer se acha uma mulher de sorte. Com apenas 32 anos, é a mulher mais importante do mundo da tecnologia. Ela está no quarto lugar na escala hierárquica do Google, uma das duas empresas mais influentes da atualidade (a outra é a Apple). Acima de Marissa só estão os dois fundadores da empresa, Sergey Brin e Larry Page, além do seu CEO, Eric Schmidt. Com mestrado em ciência da computação pela Universidade Stanford, Marissa começou a trabalhar no Google em 1999. Ocupa hoje o pomposo cargo de vice-presidente do Serviço de Busca e de Experiência do Usuário. Em outras palavras, ela é a responsável pelo filé da empresa - além de ser sua porta-voz oficial.

Ninguém sabe qual é o tamanho da sua fortuna, mas ela está avaliada em várias centenas de milhões de dólares. Não bastasse, com 1,73 metro de altura, Marissa Mayer é daquelas loiras esguias de olhos azuis donas de um sorriso perfeito. Não deixa nada a dever a uma atriz de Hollywood como Cameron Diaz. Mas Marissa não é atriz nem top model. Ela é uma alta executiva. Nesta entrevista exclusiva a ÉPPCA, ela anunciou uma nova iniciativa da empresa, o iGoogle Artists. Mas também falou do futuro dos sistemas de busca e explicou por que o Google se opôs à tentativa da Microsoft de comprar o Yahoo - abandonada pela empresa de Bill Gates no último final de semana.

ÉPOCA - O que é o iGoogle Artists?
Marissa Mayer - É uma iniciativa onde um grupo de 70 artistas de 17 países criaram temas ou panos de fundo para ilustrar as páginas do Google São nomes como os estilistas Dolce & Gabbana, Oscar de la Renta, Ron Wood dos Rolling Stones, as bandas Coldplay e Beastie Boys, a fotógrafa Anne Geddes, o ciclista Lance Armstrong, o ator Jackie Chan, e muitos outros. A Brasil está representado pelo pintor Gustavo Rosa e os cartunistas Fábio Moon & Gabriel Bá. A idéia é fornecer aos usuários um leque de opções que possa realmente refletir a personalidade de cada um. Cada artista produziu diversos temas que se alteram ao longo do dia. E outros artistas irão se juntar ao time.

ÉPOCA - Qual é o futuro dos sites de busca?
Mayer - Nos próximos cinco a dez anos, quatro áreas irão guiar as mudanças no mecanismo de busca. A primeira delas consiste em onde e como se pode realizar buscas. Hoje, a imensa maioria das pessoas faz isso no PC, digitando palavras-chave dentro de uma caixa. No futuro, iremos falar com o mecanismo de busca através do telefone e poderemos fazer perguntas ao invés de usar palavras-chave. Será possível fazer buscas de dentro do seu carro, por exemplo.

A segunda área que fará a diferença no serviço de busca são os diferentes tipos de mídia, que serão integrados ao serviço. Vídeo, imagens, notícias, livros, blogs, áudio. O desafio é incorporar todas estas formas de conteúdo em uma página da web sem que pareça uma enciclopédia. O terceiro item se chama personalização. A busca será cada vez melhor do que é hoje. Mas não basta fornecer melhores resultados. É preciso conhecer as necessidades específicas de cada usuário. Para atingir esse objetivo, precisaremos entender quais são as suas preferências ou o local onde eles se encontram - tudo para poder melhorar a qualidade das respostas. O quarto componente é a busca social Não confunda com personalização. O desafio da busca social é descobrir como fazer um levantamento das preferências e do conhecimento das pessoas com quem o usuário se relaciona, ou de outros usuários parecidos com ele. Por exemplo: você quer ir ao cinema e gostaria de saber a opinião de seus amigos sobre determinado filme. Hoje em dia, a única forma de saber isso é perguntando a eles. A idéia é usar a internet para determinar quais são os gostos e opiniões dos seus amigos.

ÉPOCA - Mas isso não é invasão de privacidade?
Mayer - Qualquer mecanismo de busca pode, em determinado grau, tocar a questão da privacidade. Mas, nesse caso, o Google só irá saber quem são os seus amigos se você nos contar. Nós não saberemos o que eles fazem, a não ser que você nos conte. Você me perguntou como será a busca daqui dez anos? É óbvio que até lá nós já teremos resolvido esse problema. Mas se, assim mesmo, você não quiser usar o produto, ninguém irá obrigá-lo.

ÉPOCA - O Orkut, que pertence ao Google, é a maior rede social no Brasil. Mas fica muito atrás do Facebook e do MySpace no resto do mundo. Como você explica esse caso de amor entre o Orkut e o Brasil?
Mayer - As redes sociais são muito diferentes umas das outras. Elas atraem diferentes tipos de pessoas, e os usuários escolhem uma ou outra dependendo de onde estão seus amigos. Nos Estados Unidos, a maioria dos usuários está no Facebook ou no MySpace. No Brasil, a maioria está no Orkut. Esta é a razão para ele ser o site mais visitado do país.

ÉPOCA - Por que o Google fez oposição à tentativa da Microsoft comprar o Yahoo?
Mayer - Acredito que a concorrência é boa. Uma coisa que mantém a qualidade dos mecanismos de busca é a competição pelos usuários. Atualmente, dois dos nossos melhores concorrentes são o Yahoo e a Microsoft. Se eles se fundissem, talvez pudessem criar um melhor serviço de busca, mas certamente haveria menos concorrência, o que seria ruim para os usuários e para o mercado.

ÉPOCA - A News Corporation de Rupert Murdoch também está tentando fazer negócio com o Yahoo. Na sua opinião, isso seria ruim para a livre concorrência?
Mayer - Não posso fazer comentários em cima de suposições. A única coisa que posso afirmar é que a concorrência cria melhores serviços de busca e fornece mais satisfação para os usuários. Menos concorrência resulta em menos inovação.

ÉPOCA - Primeiro vocês lançaram o Google Earth. Depois veio o Google Sky. Qual é o próximo passo, dominar o universo? O Google terá o monopólio da web?
Mayer - Existem milhões de web sites. Um monopólio implica que exista apenas um único. A missão do Google é desenvolver aplicativos que facilitem a experiência dos usuários na internet. Fazendo isso, acredito que estamos contribuindo para expandir a internet.

ÉPOCA - Em 2007, o Google anunciou o desenvolvimento de um sistema operacional para celulares chamado Android. Mas ele ainda não saiu do papel. O Android existe de fato ou é um vaporware, a tática diversionista de mercado?
Mayer - O Android é real. Quando se cria um sistema operacional, é preciso contar com muitos desenvolvedores criando aplicativos para rodar dentro dele. É nesta fase que nós estamos. O programa ainda não está pronto para ser usado por consumidores como a minha mãe, por exemplo. Mas eu acredito que num futuro próximo vamos começar a ver produtos rodando o sistema Android.

ÉPOCA - Como você se sente sendo a mulher mais em evidência da empresa mais em evidência do planeta?
Mayer - Não sei como responder a esta pergunta.

ÉPOCA - Tente, por favor.
Mayer - Não ocupo meus pensamentos com essas coisas. Penso em termos da grande responsabilidade que carrego, que é melhorar a experiência dos usuários e do serviço de busca do Google. Isso significa um trabalho muito difícil e prazeroso. Acredito que tenho muita sorte, porque na minha função tenho a oportunidade de trabalhar com pessoas ótimas em cima de problemas muito importantes.

Fonte: Revista Época - edição 520.

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O mito da rolagem

8 Maio 2008

De tempos em tempos sempre rola o mesmo papo furado: a arquitetura está bem estruturada, o layout ficou lindo, está tudo andando bem até que alguém solta o comentário clássico: “o site tem rolagem, ouvi dizer que bons sites não devem ter rolagem”.

É o começo de uma argumentação longa, desgastante e que desperdiça um tempo inestimável do cliente e da equipe de desenvolvimento.

Até agora!

A Silvia Melo postou uma [excelente] pesquisa da Click Tale sobre o mito da rolagem. Depois que o Chuck Norris da usabilidade matou o mito dos 3 cliques, agora o mal da falta de espaço também cai por terra.

O estudo mostrou dados incontestáveis:

  • 91% das páginas da web possuem rolagem
  • 76% dos usuários que encontram páginas com rolagem fazem uso dela (a barra de rolagem), pelo menos pelas 2 ou 3 páginas abaixo da resolução
  • 22% dos usuários costumam fazer a rolagem até o final, independente do tamanho da página

O estudo foi feito entre novembro e dezembro de 2006, com 120 mil páginas, o que é uma amostra bastante respeitável.

Mais um mito que cai. Myth Busters rules!

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De vez em quando a gente se depara com uns caras que parecem ter muitas idéias e muito tempo livre. E muito de vez em quando, mas oportunamente, esses caras acabam produzindo coisas muito legais. É o caso do Jim Killeen, ou melhor, é o caso do Jim Killeen original, que resolvar googlar o próprio nome e descobriu vários outros Jim Killeens. Mais do isso, ele fez um filme sobre esses vários Jim Killeens e colocou no YouTube! É exatamente isso que é o documentário Google Me The Movie.

O filme pintou no ar oficialmente dia 24 de abril e tem 1 hora e meia (96 minutos) de duração. Pode ser todo visto no YouTube, porém ainda sem legendas em português. Pela própria duração, vai ser difícil pintar alguma legenda, então postei o filme em inglês mesmo:

Os comentários no YouTube vão desde “realmente entediante” até “uau, fantástico”.

De fato, além dos 15 minutos de fama a que todo mundo tem direito, não sei bem o que esse cara pretende ganhar com o filme, mas a produção é muito bem feita para um filme dito “amador”.

Por outro lado, o filme expõe muito bem a influência que os buscadores exercem - especialmente o Google nos últimos anos - na vida de qualquer pessoa que use a internet. Viajando pelo mundo e entrevistando os outros Jim Killeens, o Jim original vai revelando aspectos da vida de seus homônimos com um ponto de vista divertido e inusitado.

Entre várias outras perguntas, Jim quer saber: “Qual o propósito da humanidade ?”

Para ajudar a responder, um dos Jims entrevistados é um simpático padre escocês.

No mínimo, veja os 10 minutos iniciais e decida por si próprio se quer ver o resto.

Eu vi! Se você viu também, comente !

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Helvetica, o filme

5 Maio 2008

Em 2007, a onipresente Helvetica completou 50 anos. Criada originalmente por Max Miedinger e Eduard Hoffmann em 1957 para a Haas Type Foundry em, Münchenstein, na Suíça, ficou mais conhecida partir dos anos 60 (a Linotype começou a comercializá-la em 1961 no mundo todo).

Hoje é um dos tipos indispensáveis na vida de qualquer designer, publicitário, diagramador, micreiro, sobrinho ou seja lá quem for. Helvetica, o filme é um documentário independente sobre tipografia, design gráfico e cultura visual mundo afora.

Além de centenas de usos cotidianos do tipo em si, o filme mostra de diversas formas como a tipografia afeta nossas vidas, além de abordar o processo criativo, as escolhas entre tipos e a estética por trás da escolha de uma tipografia, entrevistando designers sobre a maneira como usam as famílias tipográficas em seu trabalho.

O filme foi todo produzido em alta definição, o que deve ser ótimo para se ver em DVD. Eu só vi trechos online, então não surtiu efeito… o que foi compensado pela lista dos entrevistados: Hermann Zapf, Neville Brody, David Carson, Erik Spiekermann, Matthew Carter, Massimo Vignelli, Wim Crouwel, Stefan Sagmeister, Michael Bierut, Paula Scher, Jonathan Hoefler, Bruno Steinert, Tobias Frere-Jones, Lars Müller, Michael C. Place, Norm, Alfred Hoffmann, Mike Parker, Otmar Hoefer.

Todos os trechos que vi são muito bons, infelizmente ainda não comprei o DVD completo com o filme todo.

Vale a pena garimpar os pedaços do filme que existem por aí.

Há vários trechos do filme no YouTube, inclusive este trailer.

O site oficial do filme é: http://helveticafilm.com

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Post rápido: blog para conhecer/analisar logotipos antigos versus logotipos novos:

http://www.underconsideration.com/brandnew/

novo logotipo da Business Week

E outra análise ainda mais bacana sobre as tendências (modismos) no design de logotipos:

http://www.logoorange.com/logo-design-08.php

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Entrevista jogo-rápido com o Eric Schmidt, Presidente do Google.

How Google Fuels Its Idea Factory (Como o Google alimenta sua fábrica de idéias?)

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Excertos interessantes (minha tradução livre):

Quais os obstáculos que o Google enfrenta para continuar inovando?

Um problema que temos que enfrentar é que temos pessoas em muitos locais. É um problema que todo mundo enfrenta, mas no nosso caso é pior. Nós temos algo como 50 lugares.

Então vocês ainda precisam do contato face-a-face?

A melhor equipe de programação é uma “chamada telefônica”, que são duas pessoas, eu e você, programando juntos. O segundo melhor time de programação é todo mundo junto numa única sala. Todas as outras variantes são piores.

Veremos novas aquisições por parte do Google?

Eu diria que sim. Mas menores.

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Todo mundo um dia fica grande demais. Até o Google. Who’s next?

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