Uma História Sobre a Essência da Liderança

Autor: James C. Hunter
Tempo Estimado de Leitura: 4 a 5 horas
Linguagem: Fácil
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 144
Editora: Sextante
Lido em: Dez/2006
Onde encontrar: Submarino

O Monge e O Executivo é uma basicamente uma fábula. É fácil de ler, aplicável e dirigido a um público extremamente eclético, as pessoas que trabalham.

O livro conta a história de John Daily, um gerente estressado, cansado do cotidiano da empresa onde trabalha e que age de forma dura com sua equipe. Este gerente faz um retiro num mosteiro, onde participa com alguns companheiros de uma jornada semanal discutindo diversos aspectos da liderança, sob orientação de um monge, Leonard Hoffman, um ex-executivo famoso que adotou a vida espiritual no mosteiro.

O executivo é um personagem pensado para ser um homem comum, com sonhos e problemas contidianos, que o identificam com o leitor do livro. Já o monge é um personagem mítico, que faz uma leve alusão à outro, não menos lendário. Quem já leu algum livro sobre seus conceitos de administração, liderança e gestão identifica em Len Hoffman o mito americano dos anos 80: Jack Welch. Uma grande sacada de Hunter para prender o leitor menos atento, o que dá uma deliciosa pitada de familiaridade à leitura (para alguns pode soar como deja vù).

Ao longo do livro, Hunter apresenta seus conceitos sobre a liderança através do monge e o leitor vai experimentando alguns aprendizados junto com o protagonista do livro. É uma leitura leve e reveladora, principalmente para aqueles que se acostumaram a trabalhar sob pressão e não estão satisfeitos com o jeito de ser do mundo corporativo.

As pessoas que me falaram do livro se disseram identificadas com o executivo em algumas passagens. Como o autor foi consultor durante muitos anos, conseguiu reunir a principais queixas que ouviu e criou uma forma de lidar com estas queixas. Há quem diga que achou o livro parecido com Quem Mexeu No Meu Queijo, mas a semelhança não vai muito além de ambos serem fábulas.

A realidade corporativa que visa unicamente a produtividade e se sobrepõe às relações humanas é uma fonte de infelicidade para milhões de pessoas mundo afora. Quem nunca reclamou do chefe ou ouviu alguém reclamar? Quem nunca se questionou se é um bom chefe (ou líder) e se tem a admiração sincera de sua equipe? É justamente este ponto que fez do livro um best seller.

O conceito de liderança servidora é outra sacada de James Hunter. Logo no primeiro capítulo, ele introduz os 3 conceitos fundamentais de seu livro:

Liderança: É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem estusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum.

Poder: É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer.

Autoridade: A habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal.

Partindo do pressuposto de que o líder deve procurar servir seus liderados, compartilhando seus problemas, indicando o caminho e fazendo-os sentir-se bem, James Hunter faz um longo trabalho de convencimento, mostrando também como o paradigma empresarial está mudando e quais serão as habilidades exigidas dos líderes muito em breve.

Uma boa leitura, principalmente para líderes de primeira viagem.

Para quem leu, mas ficou curioso sobre como aplicar os conceitos no dia-a-dia, James Hunter também escreveu Como Se Tornar Um Líder Servidor, que ganhei de presente de amigo secreto. Imperdível!

Se você é preguiçoso e prefere, há um bom resumo online do livro.

2 Responses to “O Monge e o Executivo – James C. Hunter”

  1. Jully anne Says:

    gostaria muito de saber qual a faculdade que james se formou

    urgeentee….

    tenks juh…

  2. Marli Says:

    James não usa somente conhecimento acadêmico, usa os seus recursos emocionais, que por sinal, não se desenvolve em faculdade.


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