Vda, Negócios, Tecnologia, DesignAutores: John Maeda
Tempo Estimado de Leitura: 3 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional, com bom destaque para a tipografia
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 100
Editora: Novo Conceito
Lido em: Fev/2008
Onde encontrar: Submarino

John Maeda é professor de Media Arts & Sciences do MIT, fundador do Simplicity Consortium no Laboratório de Mídia do próprio MIT e designer premiado mundialmente, além de conselheiro de empresas como a Philips. Pelo tom espiritualizado de seu texto e pelos pontos de vista que expõe, Maeda é mais artista do que designer, o que acrescenta um ponto de vista poético ao seu pensamento sobre simplicidade. O autor mantém o blog Laws of Simplicity, onde aprimorou as 10 Leis, que originalmente seriam 16, mas foram resumidas e agrupados pelo processo SLIP.

SLIP é um acrônimo de Sort, Label, Integrate, Prioritize (Selecionar, Rotular, Integrar e Priorizar), que é como Maeda categoriza e organiza informações, tarefas e qualquer atividade classificável. No livro, ele demonstra com seus post-its como usa o processo.

Maeda gosta de enxergar palavras umas dentro das outras e letras em comum no estilo “caça-palavras”. Por exemplo, ele cita as letras MIT dentro da palavra Simplicity. Por causa disso, o livro abusa destes recursos mnemônicos para educar o leitor sobre como projetar e promover a simplicidade. Outros dois acrônimos bastante explorados por Maeda são:

ELA (do inglês SHE): Shrink, Hide, Embody (Encolher, Ocultar e Agregar)

BRAIN: Basics, Repeat, Avoid, Inspire, Never (Básico é o início de tudo, Repita-se com frequência, Abstenha-se de se desesperar, Inpire-se com exemplos, Nunca deixe de se repetir).

Antes de abordar a simplicidade em si, o autor explica sua linha de pesquisa e o processo de criação do livro. Ao invés de recorrer a regras e fórmulas, Maeda convida o leitor a refletir sobre casos como o do iPod da Apple para demonstrar como e porquê a simplicidade tem se tornado um assunto tão em evidência. Ao abordar o assunto em forma de Leis, evita o simplismo mas mantém o assunto sob controle dentro de uma ótica explícita e compreensível. Em muitos aspectos, o raciocínio de Maeda se assemelha ao pensamento de Richard Saul Wurman em Ansiedade da Informação 2, que li recentemente e comentei aqui.

De fato, não são 10 leis, mas 10 reflexões sobre o que é a simplicidade. Como o blog do livro cita as Leis na íntegra, não vou ser preso por reproduzí-las aqui:

As 10 leis da simplicidade

1 Reduzir - A maneira mais simples de alcançar a simplicidade é por meio de uma redução conscienciosa.

2 Organizar - A organização faz com que um sistema de muitos pareça de poucos.

3 Tempo - Economia de tempo transmite simplicidade.

4 Aprender - O conhecimento torna tudo mais simples.

5 Diferenças - Simplicidade e complexidade necessitam uma da outra.

6 Contexto - O que reside na periferia da simplicidade é definitivamente não periférico.

7 Emoção - Mais emoções é melhor que menos.

8 Confiança - Na simplicidade nós confiamos.

9 Fracasso - Algumas coisas nunca podem ser simples.

10 A única - A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar o significativo.

As três soluções propostas por Maeda:

1 Distanciamento - Mais parece menos simplesmente afastando-se para bem longe.

2 Abertura - Abertura significa simplicidade.

3 Energia - Use menos, ganhe mais.

3 Responses to “As Leis da Simplicidade - John Maeda”

  1. Silvia Melo Says:

    Este livro é bem bacana. Bom saber que já está disponível em português! Uma outra publicação que faz um ótimo par é o Getting Real, escrito pelo pessoal do 37 Signals. A versão em português pode ser baixada gratuitamente no endereço: http://gettingreal.37signals.com/GR_por.php

  2. Rafael Rez Oliveira Says:

    Salve Silvia!

    Esse da 37 eu quase terminei de ler no Carnaval, mas faltam algumas poucas páginas. Quero ver se até semana que vem comento ele por aqui.

    Muito bom seu post sobre o “Bad Usability Calendar 2008″, virou objeto de culto aqui no escritório.

    Abraço,

    Wally

  3. Tarcízio Silva Says:

    simplicidade é tudo!
    Não é a toa que Arnheim martela isso em boa parte das 500 págs Arte e Percepção Visual.

Leave a Reply