Aviso: este é um beta post.

Não é de hoje que a primeira pergunta sobre a atuação profissional em Arquitetura da Informação é: qual o software usado para fazer projetos de Arquitetura de Informação?

Não existem grandes certezas sobre qual o melhor software, até porque as “melhores práticas” da área ainda estão se consolidando. Existe todo tipo de documentação e diversas formas de documentar os conceitos, idéias e fases de projeto.

Mas… começam a surgir padrões de comunicação entre os profissionais de área e os stakeholders envolvidos, como Gerentes de Projeto, Webdesigners, Programadores, Analistas de Sistemas e mesmo os clientes, que afinal de contas estão pagando a conta.

Alguns softwares para SERVEM PARA fazer projetos de Arquitetura da Informação e outros foram projetados PARA ISSO. Em geral, você percebe que um software se tornou um padrão num mercado quando as propostas de trabalho começam a exigir conhecimento ou mesmo domínio deste determinado programa.

No Brasil, é muito comum vagas para AI’s pedirem familiaridade com o Axure, o Mind Manager e o Visio. O Visio, por ser parrudo e abrangente, ganhou um add-on, que é o Intuitec. A função do Intuitec é adaptar o Visio para ser usado por Arquitetos, facilitando o pensamento gráfico e intuitivo.

No IA Summit deste ano a Livia Labate organizou um workshop muito bacana, que demonstrava os modelos de documentação usados mundo afora. Oficialmente se chamava Wall Of Deliverables, mas ela apelidou carinhosamente de “mostra o seu que eu mostro o meu”. É provável que muita gente ouça a pergunta “Em que software você fez isso?” ao invés de ouvir “Como você chegou nesta solução?”

Acho que é fundamental estudar primeiro o porquê e depois o como. Mas a maior parte das pessoas quer colocar logo a mão na massa e ir pegando o jeito na prática. O famoso “aprender fazendo”. Neste mundo onde tudo é muito rápido, não tem mesmo muito jeito, mas infelizmente há controvérsias. Dá um bom debate de boteco. Por isso este post é um beta, muitas coisas serão atualizadas na lista abaixo.

Em todo caso, listei vários softwares usados para projetos de AI, para facilitar a vida de quem está em busca de uma ferramenta de AI:

Antes de escolher uma dessas ferramentas, vale a pena ler este artigo em castelhano e esta comparação entre o iRise Studio, o Axure RP Pro e o Serena Composer.

Na minha humilde opinião, o melhor software que um profissional (de AI ou não) pode usar é esse:

Cérebro

Mas como não vem com manual, dá uma preguiça…

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Recebi este artigo do The Atlantic 3 vezes nos últimos dias. Irocanicamente, gravei nos favoritos para ler mais tarde. Só na terceira vez em que recebi a recomendação é que li mesmo o texto.

A primeira recomendação do texto, quando o Nascido me mandou, dizia “texto longo e em inglês, mas vale a pena ler”.

A ironia só teve nexo quando li o texto, que aponta justamente que a forma como lemos online está mudando a capacidade de raciocinar, entender e refletir sobre textos longos e mais profundos.

Este trecho é esclarecedor:

“We are how we read.” Wolf worries that the style of reading promoted by the Net, a style that puts “efficiency” and “immediacy” above all else, may be weakening our capacity for the kind of deep reading that emerged when an earlier technology, the printing press, made long and complex works of prose commonplace. When we read online, she says, we tend to become “mere decoders of information.” Our ability to interpret text, to make the rich mental connections that form when we read deeply and without distraction, remains largely disengaged.

Já este trecho soa estarrecedor:

“Ambiguity is not an opening for insight but a bug to be fixed.”

O entendimento da ciência sobre a cognição ainda é incipiente (apesar de eu não ser neurocientista, estou papagaiando o que se costuma ouvir de amigos que são médicos/psicólogos/psiquiatras), apesar de ter aberto vários caminhos para um melhor entendimento de como funciona o cérebro, mas é um fato que a facilidade de buscar conteúdo online torna as coisas mais convenientes, no entanto isso também dificulta a memorização, a imersão e um entendimento mais completo do assunto pesquisado. Basta um “define:” no Google para seguir em frente.

Tenho cultivado o hábito de grifar (a lápis) os livros que leio, fazendo anotações nas margens para a posteridade. Elas já me foram úteis ao procurar assuntos em livros sem índice remissivo, pesquisar sobre assuntos que li há muito tempo ou relembrar um livro todo só lendo os trechos grifados.

Mas o maior benefício vem justamente da memorização. Quando grifo, acabo lendo o trecho algumas vezes e memorizando a passagem, memória que costuma durar anos ou vir à mente em situações oportunas. Me lembro daquelas dicas de estudo que os cursinhos costumam dar na frase pré-vestibular, quando os professores enfatizavam que escutar, ler e anotar aumenta a probabilidade de entender e a capacidade de memorizar os conteúdos.

Voltando ao artigo, Nicholas Carr atribui no título a “culpa” pela menor capacidade de lermos ao Google, o que ativou um link recente na minha memória: Confidencial: 22 Leis do Google que vazaram. Ao que parece, cada vez mais gente acredita na Teoria da Conspiração: Sergey e Larry querem mesmo dominar o mundo. Muita gente mesmo.

De fato, a facilidade de encontrar informação, armazenar informação e [teoricamente] recuperar esta informação torna nosso cérebro mais preguiçoso. Por isso, considero a reflexão de Carr a citação do ano:

“That’s the essence of Kubrick’s dark prophecy: as we come to rely on computers to mediate our understanding of the world, it is our own intelligence that flattens into artificial intelligence.”

Por isso, recorro ao Wurman para terminar: “Aprender é lembrar o que nos interessa.”

Não leia mais, leia melhor!

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Às vezes passo uma semana sem ler algo que me entusiasma. E aí de repente pintam algumas coisas que fazem valer a espera.

Esta apresentação abaixo foi postada pelo Bruno Silva recentemente. Em poucos slides, muitas definições sobre o conceito da inovação como vem sendo usado no mundo corporativo:

The McKinsey Quarterly

Logo em seguida o McKinsey Quarterly trouxe uma excelente reflexão sobre open innovation. O abstract do artigo destaca (traduzi livremente):

“A internet e as novas tecnologias de redes sociais estão permitindo às empresas e seus consumidores interagir com níveis de riqueza sem precedentes. Algumas organizações líderes estão usando esta oportunidade para levar os clientes ao centro do processo de desenvolvimento de produtos.

Co-criar produtos e serviços com os consumidores, entretanto, é um território incerto cheio de desafios e questões - por exemplo, quem detém a propriedadade intelectual do resultado do trabalho? Ainda assim, empresas espertas estão começando a encorajar seus clientes a ajudá-los a desenvolver produtos e serviços que os clientes realmente desejem.”

Em tese, a criação colaborativa é o sonho de qualquer bom profissional de marketing (entendendo marketing como uma disciplina de administração estratégica e não como esse marketismo predominante no mercado) e é que muitos profissionais de mídias interativas estão fazendo ao criar Personas, testar Protótipos e usar a usabilidade como parte integrante do processo de Arquitetura da Informação. Isso tudo claro, quando há prazo e orçamento para tanto.

Boa leitura!

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Stencils do Yahoo!

11 Junho 2008

O Yahoo! publicou um conjunto de stencils que são um achado para webdesigners, arquitetos de informação e outras espécies animais que se dão ao trabalho de projetar interfaces web. O desenho de wireframes pode ser incrivelmente enriquecido com uso dos stencils do Yahoo!, todos muito bonitos e claros em seu significado.

Os stencils estão disponíveis para download nos formatos: OmniGraffle (para Mac), Visio (XML), PDF, PNG e SVG.

Bom proveito!

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Sketchboards da Adaptive Path
Esse já um clássico. Como toda coleção deve ter um clássico, primeiro esse!

Paper Prototyping Test
Protótipos coloridos são bem mais legais! Esse vídeo é super recente, quando acessei não tinha nem 10 pageviews ainda. Repare no tamanho do protótipo, para permitir que a usuária do teste consiga ler todas as instruções em texto que aparecem nas telas. Ainda assim, por vezes ela tem de chegar mais perto do protótipo. Hmmm, texto demais talvez?

Uma explicação sobre o que são Wireframes
No melhor estilo bem intensionado de “imitação-sem-iluminação-dos-vídeos-da-Common-Craft”. Apesar da toscosidade da produção e de certa “agressividade” ao jogar dólares na mesa, valeu a boa intenção (!):

Teste de protótipo de papel de um “totem” multi-drive para lojas de revelação de fotos
Esse é mais longo, tem em torno de 8 minutos. O protótipo é bem curioso, cheio de recursos!:

Teste de interface de transferência de arquivos para dispositivos móveis
Vídeo em português, com uma produção muito bem cuidada:

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Este vídeo de 7 minutos mostra uma apresentação editada do Declan Whelan sobre a experiência de usuário integrada à processos de desenvolvimento ágeis de software. Logo no começo ele comenta do Chaos Report, do The Standish Group.

Já é a segunda vez que ouço falar desse relatório em uma semana. Vá gostar de caos assim no inferno em laboratório de astronomia!

Será que ninguém nunca vai aprender a gerenciar projeto de software nesse planeta? 31% de projetos descontinuados é muita coisa! Isso só prova que ainda estamos, mesmo depois de 14 anos do relatório do Standish Group, muito longe de um ambiente aceitável de projeto e gerenciamento de projetos de base tecnológica. E muito mais longe ainda do Estado da Arte no desenvolvimento destes projetos.

A certa altura, Declan coloca que “software development is not a repeatable process” (desenvolvimento de sofware não é um processo [facilmente] repetível), de forma a mostrar que a abordagem da questão não é um simples manual de métodos e processos.

Mas a tela mais fundamental da apresentação é essa:

“Desenvolvedores focam em stakeholders. Designers focam em usuários.” Essa entrou para o rol de frases para momentos oportunos.

Apesar da filmagem colocar Declan em primeiro plano e os slides em segundo, os slides são excelentes, com textos hiper-concisos e dá para ler tudo numa boa (dá para ter uma idéia na imagem acima).

É fundamental integrar mais os mundos de desenvolvimento de software (especialmente a análise de sistemas) e a arquitetura da informação.

Cada vez que vejo Arquitetos de Informação tentando reinventar a roda com coisas que os Analistas podem resolver (e que já tem fundamentação há bastante tempo) e Analistas se matando para resolver problemas que os Arquitetos já consideram patterns, vejo que ainda temos um longo caminho a trilhar.

Porém, enquanto Arquitetos virem Analistas comos “os caras da TI” e os Analistas virem os Arquitetos e Designers como “os caras cheios de idéias”, vamos continuar caindo nos mesmos problemas que o Chaos Report documentou há 14 anos.

Por isso, esse vídeo é altamente recomendado a ambos os públicos!

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O IA Summit é o congresso de Arquitetura de Informação mais importante do mundo. E também o mais bacana.

Este ano, a brasileira Livia Labate, que é representante do Brasil na AIfIA, organizou a Wall of Deliverables (“Parede dos Entregáveis”), para que arquitetos de diversos lugares pudessem expor seus trabalhos e conhecer como outros arquitetos trabalham.

Foi sem sombra de dúvida uma iniciativa muito comentada no Summit. E após o Summit, mais ainda.

Para quem não foi no Summit (como eu - Deus salve os pobres e os analfabetos!), existem várias pessoas ainda postando suas impressões, experiências e aprendizados no evento. Como a idéia era justamente compartilhar e crescer, tudo foi largamente fotografado, documentado e disseminado na web.

Por isso, para quem também tá pobrinho, mas quer estudar um pouco de Arquitetura da Informação online, seguem alguns links para começar a garimpagem:

Busca no Flickr por “Wall Of Deliverables”:

http://www.flickr.com/search/?q=Wall+of+deliverables

Fotos da Alê Nahra no Flickr:

http://www.flickr.com/photos/alenahra/sets/72157604522865953/

Apresentação da Leah Buley (da Adaptive Path) no IA Summit 2008:

How to be a UX Team of One

Boa experiência!

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Este minidocumentário trata sobre o processo de criação do lendário (sim, lendário, e não legendário) Nike Air Max. O filme de 8 minutos é basicamente um depoimento de Thinker Hatfield, atual Vice-Presidente de design da NIKE.

Ele explica como se inspirou no Centro Pompidou, criado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, para projetar o amortecedor transparente e visível do Nike Air Max.

“Idéias todo mundo tem. Como é que entram na cabeça da gente? Entram porque a gente lê, observa, conversa, vê espetáculos.”
(Ruth Rocha)

Na época do lançamento, há 2 décadas (meu Deus, tô ficando velho, eu vivi isso!) o tênis foi criticado por esportistas por ser muito colorido e não ter cara de tênis de corrida! O Thinker fala sobre isso no filme. Aliás, reparou no nome do sujeito? Pensador.

O filme mostra bem rapidamente algumas reuniões de época e rascunhos do projeto original, um fetiche para quem gosta de projetar e ver/participar do projetos alheios.

O que mais me chamou a atenção foi o título do filme: Respect The Architects.

Isso me lembra do Richard Saul Wurman, o homem que cunhou o nome Arquitetura de Informação. Ele era arquiteto e foi aluno de Louis Khan, arquiteto da mesma estirpe de elite que Renzo Piano.

Os arquitetos são profissionais inovadores por natureza, gente que pensa e vive o novo. Arquitetura se faz de história E repertório, mas se faz com papel e lápis. Qualquer arquitetura.

A direção do filme é de Thibaut de Longville. Áudio em inglês e legendas em francês.

Dica do Nascido, que me mandou o link.

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O mito da rolagem

8 Maio 2008

De tempos em tempos sempre rola o mesmo papo furado: a arquitetura está bem estruturada, o layout ficou lindo, está tudo andando bem até que alguém solta o comentário clássico: “o site tem rolagem, ouvi dizer que bons sites não devem ter rolagem”.

É o começo de uma argumentação longa, desgastante e que desperdiça um tempo inestimável do cliente e da equipe de desenvolvimento.

Até agora!

A Silvia Melo postou uma [excelente] pesquisa da Click Tale sobre o mito da rolagem. Depois que o Chuck Norris da usabilidade matou o mito dos 3 cliques, agora o mal da falta de espaço também cai por terra.

O estudo mostrou dados incontestáveis:

  • 91% das páginas da web possuem rolagem
  • 76% dos usuários que encontram páginas com rolagem fazem uso dela (a barra de rolagem), pelo menos pelas 2 ou 3 páginas abaixo da resolução
  • 22% dos usuários costumam fazer a rolagem até o final, independente do tamanho da página

O estudo foi feito entre novembro e dezembro de 2006, com 120 mil páginas, o que é uma amostra bastante respeitável.

Mais um mito que cai. Myth Busters rules!

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O cubano Rodrigo Ronda León postou 2 vídeos, um sobre mapas de Arquitetura da Informação e outro sobre Card Sorting.

Os vídeos são curtos e não mostram nada revolucionário, mas vale a criatividade usada para demonstrar o trabalho de arquitetura da informação frente à provável aspereza de recursos disponíveis para a produção dos videos.

http://br.youtube.com/watch?v=FLAoZTMe7vE

http://br.youtube.com/watch?v=lNMPdRLF4e8

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