Barry Schwartz é o autor do livro O Paradoxo da Escolha e professor de Teoria Social e de Ação Social na Faculdade Swarthmore, na Pennsylvania.

Nesta fala apaixonada na TED, ele aponta alguns dos aspectos sobre a moral contemporânea que precisam de mudança urgente, seguindo o princípio da TED de dizer algo memorável em menos de 20 minutos.

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Slogans Purina Microsoft

O slogan da Purina é igualzinho ao da Microsoft ou o slogan da Microsoft é igualzinho ao da Purina?

A primeira pergunta – e mais óbvia – é: qual deles veio primeiro?

Mas isso é como a velha história do ovo e da galinha.

A segunda pergunta é mais enfática: será que é plágio?

Se for uma simples coincidência é uma pena, no mínimo, mas se for plágio, aí complica. Falta de ética, para dizer pouco.

Ambas as empresas tem projeção mundial e valores importantes para difundir, além de verbas milionárias para contratar boas empresas para gestão de branding, então não se justificaria uma “coincidência” deste tipo.

Mas se for plágio é pior ainda: alguém copiou descaradamente, alguém aprovou a cópia, muita gente trabalhou nela e quem teve a idéia original foi feito de bobo, para dizer o mínimo.

Mas, no final de tudo, me sobra uma dúvida: onde fica a autenticidade ao se copiar um slogan?

Se o slogan potencialmente reflete a missão de uma empresa, não faz sentido copiar o slogan de outra empresa. O slogan deixa de refletir valores internos da marca e passa a transmitir uma mensagem um tanto vazia.

Neste blog, em post datado de 2006, o slogan da Purina já era este. Pelo que me lembro, a Microsoft lançou o novo slogan em 2008. Tem gente que defende que não é um slogan, é um tagline, mas ainda assim é idêntico!

Ao que me parece, se houve mesmo uma cópia, a Microsoft está em desvantagem.

Deixando os valores de lado, não é a primeira vez que isso ocorre. O Windows é uma versão de interface de software para usuários finais baseada no Star da Xerox. (Sim, foi a Xerox que inventou a interface gráfica, proclamando o fim dos comandos de texto, inovação que permitiu que a computação pessoal tomasse o mundo nas décadas de 80 e 90 e que usuários finais pudessem usar um computador para entretenimento e não só para trabalhar.)

Xerox Star 8010-05O Internet Explorer também tem uma baita mercado porque vinha embarcado no Windows, isto é assunto de um mega-processo da Comunidade Européia contra a Microsoft, aliás.

No fim das contas, quando se fala na casa das centenas de milhões de dólares, parece que ninguém está nem aí para a ética e a autenticidade.

“SHOW ME THE MONEY!”

Pelo menos assim chego a uma conclusão de quem copiou quem, a menos que haja provas em contrário.

Purina 1 x 0 Microsoft

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O Código de Defesa do Consumidor estabelece que o consumidor, quando faz uma compra não presencial e não pode experimentar o produto antes de comprá-lo, tem até 7 dias para devolver o produto.

Para isso, não é preciso declarar motivo algum, pode-se simplesmente desistir da compra feita à distância, desde que o produto seja devolvido em perfeitas condições.

Ao invés de reclamar, como alguns fazem, outros resolveram transformar a letra da Lei em diferencial. A Meu Móvel de Madeira, marca de design de móveis de madeira brasileiros que atua fortemente baseada em Comércio Eletrônico, resolveu fazer parte do lado inteligente da força (infelizmente há muito mais empresas no lado nego da força neste aspecto, dificultando a devolução de produtos) e usou a Lei a seu favor de forma ética.

Olha só como eles comunicam de forma simples e direta o benefício no site:

7 dias para devolver

Isso é marketing autêntico. Simples, honesto, direto e ético. Para provar que para fazer bom marketing basta querer.

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Ontem à noite dei uma palestra sobre Mídias Sociais fechando a Semana de Comunicação da UNIESP. Foi uma experiência fantástica. O interesse dos alunos foi muito bacana e foi uma pena que começou um pouco tarde, porque não deu tempo para muitas perguntas, o pessoal tinha hora para ir embora.Agradeço o convite do Professor Marcelo

Pirana e o apoio da Professoras Alessandra de Falco!

Falei logo depois do Humberto de Almeida, Diretor de Planejamento da M51. O Humberto é um profissional muito respeitado na publicidade do interior de São Paulo. Ele falou sobre Responsabilidade Social e Sustentabilidade na Propaganda, com uma abordagem muito direta e sincera.

Não sou especialista em mídias sociais, mas não dá para se dizer profissional de web hoje sem compreender com pelo menos uma boa profundidade o impacto que a web causou como mídia, como ferramenta, como meio e como seja lá mais o que for.

Não dá pra escrever um blog sem se ver como parte desta grande rede social. Foi esta experiência que fui compartilhar ontem. Queria ter mostrado mais coisas, mas o tempo era curto e a mensagem que precisava ficar acredito que tenha ficado.

Como o ambiente estava super descontraído, me senti muito à vontade e acho que fiz a minha melhor palestra até hoje. Nunca me diverti tanto fazendo outras palestras como me diverti ontem. Portanto, devo um grande obrigado aos alunos e aos professores da UNIESP!

Conforme prometi, a apresentação está no SlideShare para download:

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“O mundo precisa de mais gênios humildes. Restaram poucos de nós!”

A frase é de Oscar Wylde. Uma ironia bem-humorada sobre um dos aspectos mais intrigantes do caráter humano, a falta de humildade. Esta pretensa noção de superioridade que todos nós carregamos e da qual alguns (poucos) tentam se curar, através das mais variadas manifestações meta-físicas (ou “metafísicas”, já nem sei, viva a reforma antográfica).

Com todo esse hype em torno de diálogos, imagens, marcas, celebridades, a noção de humildade ficou em algum ponto da história recente da humanidade. Tentei procurar na Wikipedia, mas não achei onde.

Uma sociedade que organiza seus valores em torno de causas sem a menor importância não pode se dizer autêntica. Se não custar a sua vida, não é uma causa.

Chris Locke, Doc Searls, David Weinberger já avisavam no Cluetrain Manifesto:

“Uma poderosa conversação global começou. (…) Seus membros se comunicam em uma linguagem que é natural, aberta, honesta, direta, engraçada e muitas vezes chocante. Quer seja explicando ou reclamando, brincando ou séria, a voz humana é genuína. Ela não pode ser falsificada.”

Uma voz humana que não acredita, que não é autêntica, não pode ser humilde. Será autêntica se for humilde, mas jamais será humilde se não for autêntica. E só os humildes podem ser verdadeiramente prepotentes. Só tem o direito de ser prepotente aquele que carregar uma mensagem autêntica.

Uma tocha olímpica que valha o esforço, a dedicação de uma vida por um objetivo. Uma tocha que não tem significado, que não representa uma mensagem não vale o esforço de ser carregada nem a consideração de ser ouvida.

Por isso, mais do que nunca, sinto uma desesperadora necessidade de humildade. Humildade autêntica. As empresas precisam mudar. Para isso, as pessoas precisam mudar.

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Mário Quintana

A mídia social engaja as pessoas e muda a forma com que elas veem o mundo. Finalmente qualquer voz pode ser ouvida. E as vozes autênticas levam as pessoas a se engajar. Antes de falar de marketing, vamos falar de princípios. Aquilo que as empresas chamam de “valores”, logo após sua missão e sua visão. VA-LO-RES. AU-TÊN-TI-COS.

Explorar a conversação faz parte do jogo da sociedade capitalista, mas as regras do jogo são claras. Se não for autêntico, não tem conversa. Esta é a grande regra principal, a regra de ouro. Conversações. Diálogos. Não monólogos.

Quem entra nas mídias sociais sem respeitar a regra de ouro corre um grande risco.

Por isso, antes de cogitar iniciar uma conversa, é bom tomar uma boa dose de humildade:

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The Pale Blue Dot (O Pálido Ponto Azul)
A narração (se não me engano) é do Carl Sagan.

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Dance Monkeys, Dance!

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“Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você.”
Carl Sagan

Hoje vou dormir mais humilde.

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