O lançamento do iPad 2 ocorreu dia 2 de março, conforme as previsões de fevereiro apontavam. Com novidades “mornas”, a Apple frustou o mercado, deixando no ar a expectativa pelo iPad 3, que – dizem – pode sair ainda em 2011.

Com a competição apertando o cerco, a Apple se apressou em lançar o iPad 2, mas problemas de engenharia não permitiram que o aparelho trouxesse algumas das novidades esperadas, como conexão USB, tela de alta definição e design na linha do iPhone 2. Agora que a concorrência possui tablets respeitáveis, com telas grandes de 10″ e Android 3.0 Honeycomb rodando, a Apple deve acelerar o passo e continuar inovando. E como já é tradicional da Apple, as novidades nunca vem todas de uma vez, sempre fica um pouco para a geração seguinte.
O que o iPad 2 tem de novo
As novidades do iPad 2:
- O aparelho é 1/3 mais fino e mais leve
- O aparelho é mais rápido, com o processador A5 Dual Core, que consome a mesma energia que o A4
- Agora com 2 câmeras, tem o Facetime, que permite realizar chats e conferências
- Ganhou uma saída HDMI, para ligar o iPad na TV, util em casa e em reuniões
- A bateria agora dura 10 horas
- A resolução da tela melhorou bastante, com foco em games e vídeos
- Ganhou a capa Smart, com ímas e múltiplas posições de uso (simples, mas genial!)
Peso e espessura não eram problemas no iPad 1, mas menos tamanho é sempre algo bom. Aumentar a velocidade era algo esperado, bola dentro! As câmeras ampliam as possiblidades de uso do aparelho, era algo pedido pelos usuários e esperado pelo mercado. A bateria mais longa também ajuda. Mas a grande novidade mesmo não é o aparelho, é a capa smart.
Conheça o iPad Smart Cover:
Para aqueles que tinham expectativa na queda de preços, o preço do iPad 1 cai cerca de R$ 250,00 no Brasil, em quase todos os modelos. O modelo de entrada, por exemplo, caiu de R$ 1649,00 para R$ 1.399,00.
O site da Apple anuncia a data em que o iPad 2 estará à venda: 11 de março. Outra novidade é a possível cor branca, como na foto abaixo:

iPad 3 pode sair no final de 2011
As grandes mudanças virão mesmo na versão 3.
O iPad 3 poderá ter um corpo de fibra de carbono, ainda mais leve e com visual diferente da linha que a Apple adotou desde o lançamento do Macbook Air de alumínio, material levado depois para toda a linha de notebooks. Os corpos de fibra de carbono devem chegar junto com o iPhone 5 e nova linha de MacBooks. Nada confirmado, apenas especulações.
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A Grande Mudança – Nicholas Carr – Resenha do livro
8 novembro 2010
Autores: John Seely Brown & Paul Dugrid
Tempo Estimado de Leitura: 10 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 284
Editora: Makron Books
Lido em: Ag0-Set/2010
Onde encontrar: Submarino![]()
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John Seely Brown foi durante muito tempo o homem à frente do PARC da Xerox, um dos mais bem sucedidos laboratórios de pesquisa e inovação tecnológica no mundo.
Dugrid é professor do Centro de Estudos Sociais e Culturais da Universidade de Berkeley e foi parceiro de Brown em alguns projetos, inclusive neste livro.
Brown é um grande contador de histórias. E além disso, ele tem muitas boas histórias para contar. Brown viu de perto muitas revoluções informacionais e tecnológicas do século XX acontecerem debaixo do seu nariz: a evolução da tecnologia da fotocópia (A.K.A. “xerox”), a invenção do mouse e da interface gráfica do computador (conhecida pelos insiders como Graphic User Interface ou apenas GUI).
Além de dirigir o PARC (Palo Alto Research Center) enquanto estas coisas aconteciam, ele viu os executivos da Xerox enfiarem várias destas inovações na gaveta e seus cientistas vendo-as escorrerem por entre os dedos.
O mouse e a interface gráfica decolaram quando o então iniciante empresário Steve Jobs as levou para a Apple e junto com Steve Wozniak criou uma versão de computador pessoal amigável e com interface gráfica avançada, dando início ao que no meio da década de 80 faria da Apple um sucesso. Não fosse e o Windows também não teria sido derivado do mesmo conceito e se popularizado mundialmente, fazendo da Microsoft uma gigante tecnológica e de Bill Gates um dos homens mais ricos do mundo.
Neste livro Brown conta estas histórias do ponto de vista de quem estava lá e viu como a forma das pessoas lidarem com a informação permitiu que as coisas acontecessem de uma forma ou de outra.
O livro começa sintonizando o leitor na discussão sobre a tal “Era da Informação” (tem gente que gosta de chamar de “Era do Conhecimento”, mas falta muito para a humanidade chegar lá). Logo no primeiro capítulo os autores fazem uma valiosa referência a Alvin Toffler, complementando a visão da terceira onda no que chamam da Visão 6-D. Estamos vivendo uma época de mudanças sócio-culturais profundas e muito rápidas, experimentando seis fenômenos infocêntricos:
- desmassificação
- descentralização
- desnacionalização
- despacialização
- desintermediação
- desagregação
Estas palavras representam forças desencadeadas pela tecnologia da informação que fragmentam a sociedade, centrando as transformações em duas bases da sociedade: o indivíduo e a informação. Mais à frente, os autores fazem análises mais profundas da desintermediação, o fenômeno que permite que uma vez que as pessoas tenham acesso a informação possam se tornar menos dependentes de intermediários, o que possibilitaria a conexão direta entre criadores de produtos informacionais (jornalistas, músicos, escritores, produtores) e os consumidores destes produtos.
Brown e Dugrid não chegam a fazer juízo de valor se isto é bom ou ruim, mas analisam o fenômeno do ponto de vista da circulação da informação: como ela é gerada, como se propaga, como se armazena, como é recuperada (para um juízo de valor sobre a desintermediação e a produção descentralizada na internet, sugiro a leitura de O Culto do Amador).
Interessante é que, como ambos são pesquisadores e professores, o livro discute também com propriedade como as pessoas aprendem na prática.
Um dos muitos exemplos usados no livro é do aprendizado organizacional dentro dos escritórios, que acontece de forma orgânica e muitas vezes informal, razão pela qual grande parte dos projetos de gestão de conhecimento falha: foca num aprendizado linear, teórico, rígido e tecnicista, ao invés de abordar o aprendizado experimental, mais socializado e menos infocentrista, que permite que os conhecimentos sejam em parte transmitidos pela história contada, pela experiência vivida, compartilhando o caminho e não só o resultado. Daí é que vem o título do livro: a informação como um bem social.
O capítulo 4 é dedicado ao confronto dos processos planejados com a prática diária: como a informação é percebida na prática e como as pessoas aplicam sua experiência prática para lidar com processos planejados num mundo idealizado, estático, perfeito. É um dos pontos altos do livro.
O capítulo 5 é dedicado ao aprendizado: na teoria e na prática. Contando casos reais de como empresas como Xerox e a HP lidaram com questões de gestão do conhecimento, os autores analisam erros e acertos na gestão dos processos informacionais que fazem parte do cotidiano das empresas: como reter informações, conhecimentos e experiências dentro das empresas? Ao tentar fazê-lo sem considerar o elemento humano como fator principal, o mundo corporativo falha neste quesito.
Do meio para o final do livro, a discussão recai sobre a educação. A forma como a sociedade trata a educação, a transformação de universidades em “fábricas” de diplomas e os desafios de se educar para lidar com a informação.
É um livro completo, abrangente e muito bem escrito. O tipo de obra de referência que qualquer estudante de Graduação poderia ler e qualquer um de Pós-Graduação deveria ler.
Só de Notas de Pesquisa, Bibliografia e Referências a outros textos o livro tem 49 páginas: da 225 à 274. É um volume enorme de referências de alta qualidade que os autores fazem questão de citar, indicar e comentar no final do livro. Daria para ficar alguns meses só lendo as referências.
É um livro ótimo e apesar de tudo, fácil de entender e de gostar. Para qualquer um que se interesse por ciência da informação e todas as áreas correlatas, é um livro fundamental. E para quem quer entender melhor este mundo de excesso de informação, é um excelente leitura. Não é um livro barato, mas vale cada centavo!
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No último dia 23 dei uma palestra na Faculdade Anhanguera em Campinas. A idéia original era falar sobre Inovação para fechar o Mês do Administrador, mas batendo um papo com o Coordenador do curso, resolvemos forçar a barra e ir um pouco mais longe.
Acabei de ler recentemente A Vida Social da Informação, do Selly Brown, ex-Cientista Chefe do PARC da Xerox. No livro um dos temas principais é a desintermediação. Resolvi falar sobre isso porque é um tema abrangente e abre a mente para pensar em como a tecnologia afeta os negócios.
Por fim, fechei a apresentação falando sobre a educação, usando alguns comentários que o Alvin Tofler, um pensador que admiro muito, faz neste vídeo aqui:
A palestra está disponível no SlideShare em licença Creative Commons:
Agradeço também ao convite do Prof. Msc. Ricardo Almeida, que deu abertura para explorar o tema.
As fotos da palestra estão no Flickr.
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Tinkering: a habilidade de repensar, remendar, remixar
15 março 2010

O simpático senhor acima é John Seely Brown. O homem foi Cientista Chefe da Xerox Corporation e Diretor por duas décadas do emblemático Palo Alto Research Center (PARC). O PARC foi o laboratório que inventou a interface gráfica para computadores mediada por ícones ao invés de comandos digitados na tela (o velho prompt).
Foi baseado no trabalho do PARC que nasceram o Macintosh da Apple e o Windows, por exemplo.
Entre 2000 e 2005 o homem recebeu 4 títulos de Doutor: na Brown, na London Business School, na Claremont e na Michigan.
Hoje em dia, dentre muitas outras atribuições invejáveis, ele é Co-Chairman do Deloitte Center for the Edge (“Centro Deloitte para o Limite”). Não sei o que é, mas a Deloitte é uma das maiores consultorias do mundo e o nome da coisa certamente me faria pensar numa entrevista de emprego lá.
Seely Brown também é autor do livro A Vida Social da Informação.
Eu não sabia nada sobre ele até ver este vídeo recomendado pela HSM no Twitter, sobre tinkering (como definiu a HSM: “Tinkering significa consertar, remendar, remixar”:
“Nós precisamos aprender a aceitar críticas, nos comprometer e mudar.”
Deve ser fantástico assistir uma aula dele.
Para saber mais sobre o Sr. Seely Brown visite: www.johnseelybrown.com
Fiquei fã.
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“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.”
Mário Quintana
O Juliano Spyer (@jasper) é um cara que eu não conheço pessoalmente, mas admiro muito.
O livro de papel dele – Conectado – é muito bom. Recentemente ele organizou um livro digital chamado Para Entender a Internet, igualmente supreendente.
Agora ele liberou no SlideShare uma apresentação refletindo sobre o processo de produção dos dois livros, muito válido para todos nós que planejam, idealizam ou apenas sonham um dia publicar um livro:
Dentre muitas mudanças sociais que a internet vem provocando, umas das que considero mais relevantes a longo prazo para a humanidade é a democratização do acesso à informação e à auto-construção do conhecimento, seja via redes de sites, de pessoas ou redes de interesses similares.
As fases da internet primitiva que vivemos nos anos 90, a bolha do milênio, a web 2.0, tudo isso vai ser apenas história daqui algumas décadas. Mas a informação democrática vai ficar. Acho que esta mensagem é um pouco do pensamento do Juliano por trás desta apresentação.
O Creative Commons está mudando o mundo!
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Did you know? – versão 4.0
16 setembro 2009
Seria pedir demais que a nova versão da série de vídeos Did You Know? superasse a versão anterior. A XPlane tem o hábito de se superar, mas esta versão fugiu um pouco do foco das anteriores.
Sem perder o foco na interpretação criativa dos dados, o vídeo mostra o poder que a internet tem e como isso está mudando o mundo.
Esta versão foi produzida em parceria com a revista The Economist.
Veja nestes posts aqui no blog as versões anteriores dos vídeos:
» Shift Happens – Did You Know? (versão original)
» Vídeo “Did you know 3.0?” – Você sabia o quanto o mundo muda? (versão 3 – a melhor)
» A Revolução das Mídias Sociais (adaptação do Erik Qualman)
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Entenda qual é a diferença entre Copyright e Creative Commons
7 setembro 2009
Este vídeo em português explica de forma simples os problemas com Direitos Autorais e porque o Creative Commons é importante para quem quer compartilhar suas obras:
A dica do vídeo veio do blog do Paulo Milreu.
Evan Williams, criador do Twitter e do Blogger, na TED
24 junho 2009
Evan Williams, o cara que criou o Blogger e o Twitter, numa fala na TED com legendas em português.
Do site da TED: “O Twitter conquistou um pequeno exército de seguidores, com suas pequenas notificações e o prazer da comunicação instantânea. Seu co-fundador Evan Williams revela alguns detalhes fascinantes que ele aprendeu com os usuários e como isso contribuiu para a evolução do seu negócio.”
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Para entender o Twitter de uma vez por todas
2 junho 2009
Se você ainda tem dúvidas sobre o Twitter e quer entender o porquê desse hype todo em torno de algo (pretensamente) tão simples, há 3 apresentações no Slide Share que vão ajudar.
A primeira é esta, em português, que inclui uma pesquisa feita pela Bullet:
As outras duas são de um cara que descobri (veja só!) pelo Twitter, o William Owen, mais conhecido pelo blog Made by Many.
A primeira apresentação é sobre o buzz em torno do Twitter e a segunda é um case da Anestia Internacional.
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Em 1999 o programa Nigthline da ABC fez um especial sobre como funciona o processo criativo da IDEO. A IDEO foi desafiada a recriar o carrinho de supermercado.
Por muito tempo o copyright dos vídeos ficou restrito e nem no site da IDEO eles existiam, mas agora estão no Youtube. São 3 vídeos de 10 minutos cada:
Um dos destaques do vídeo é o formato do brainstorm. As pessoas colocam suas idéias no papel e então na parede para discussão. Quando uma crítica é feita, é feita à idéia e não ao criador da idéia, o que enriquece o debate e evita que alguém leve para o pessoal.
Hoje em dia isso é um pouco mais comum, mas 10 anos atrás…
Bacana hein?
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Hoje estou fazendo o curso de Inovação Estratégica na Enora Treinamentos. Muito bom até agora. Pena que conhecimento não passa por osmose…
Anotei do site da Enora os módulos para não me perder:
Módulo 1 – Inovação de Negócio
- O que é inovação
- O que é Gestão da Inovação
- Ondas de Inovação
- Feitas para durar
- Ciclo de Vida da Inovação
- Riscos da Inovação
- Valor da Inovação
- Empresas mais Inovadoras
- Necessidade, Capacidade e Avaliação da Visão Periférica
Módulo 2 – Inteligência e Insight
- Criatividade
- Processo de Geração de Idéias
- Fontes de Inovação e Renovação
- Marketing Lateral
- Inovação de Valor
Módulo 3 – Plataforma de Inovação
- Estratégia de Inovação
- Vantagem Competitiva
- Inovação ou Imitação
- Radar da Inovação
- Plataforma de Inovação
- Competências Organizacionais
- Capital Intelectual
- Plataformas de Rupturas
- Plano de Negócio
- Seleção de Idéias
Módulo 4 – Gestão de Inovação
- Desafios da Gestão de Negócios
- Desafios da Gestão da Inovação
- Adequação da Inovação com a estratégia de Negócio
- Organização
- Cultura da Inovação
- Teorias da Inovação
Módulo 5 – Gestão de Portfólio
- Desafios
- Paradoxo da Inovação
- Processo de gestão do portfólio
- Gestão e avaliação de projetos
- Analise de Cenários
- Opções estratégicas
Módulo 6 – Processo de Inovação
- Redesenho do Processo de Inovação
- Melhores Práticas
- Novo Processo
O curso terá novas edições este ano, para quem é de Sampa vale a pena vir!
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