Este vídeo de 7 minutos mostra uma apresentação editada do Declan Whelan sobre a experiência de usuário integrada à processos de desenvolvimento ágeis de software. Logo no começo ele comenta do Chaos Report, do The Standish Group.

Já é a segunda vez que ouço falar desse relatório em uma semana. Vá gostar de caos assim no inferno em laboratório de astronomia!

Será que ninguém nunca vai aprender a gerenciar projeto de software nesse planeta? 31% de projetos descontinuados é muita coisa! Isso só prova que ainda estamos, mesmo depois de 14 anos do relatório do Standish Group, muito longe de um ambiente aceitável de projeto e gerenciamento de projetos de base tecnológica. E muito mais longe ainda do Estado da Arte no desenvolvimento destes projetos.

A certa altura, Declan coloca que “software development is not a repeatable process” (desenvolvimento de sofware não é um processo [facilmente] repetível), de forma a mostrar que a abordagem da questão não é um simples manual de métodos e processos.

Mas a tela mais fundamental da apresentação é essa:

“Desenvolvedores focam em stakeholders. Designers focam em usuários.” Essa entrou para o rol de frases para momentos oportunos.

Apesar da filmagem colocar Declan em primeiro plano e os slides em segundo, os slides são excelentes, com textos hiper-concisos e dá para ler tudo numa boa (dá para ter uma idéia na imagem acima).

É fundamental integrar mais os mundos de desenvolvimento de software (especialmente a análise de sistemas) e a arquitetura da informação.

Cada vez que vejo Arquitetos de Informação tentando reinventar a roda com coisas que os Analistas podem resolver (e que já tem fundamentação há bastante tempo) e Analistas se matando para resolver problemas que os Arquitetos já consideram patterns, vejo que ainda temos um longo caminho a trilhar.

Porém, enquanto Arquitetos virem Analistas comos “os caras da TI” e os Analistas virem os Arquitetos e Designers como “os caras cheios de idéias”, vamos continuar caindo nos mesmos problemas que o Chaos Report documentou há 14 anos.

Por isso, esse vídeo é altamente recomendado a ambos os públicos!

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O Luli Radfahrer é um cara bem diferente, no mínimo. A primeira vez que vi uma palestra dele foi no Interdesigners de Bauru, em 1999. Depois vi o figura novamente no Encontro de Web Design no Rio de Janeiro, em 2000 ou 2001. Foi praticamente a mesma palestra, no melhor estilo “estou aqui para divertir vocês”, com direito a calça de vaquinha e muitas piadas sobre a rotina de designers e publicitários. Na época,  ele escrevia (não sei se ainda escreve) colunas divertidíssimas na revista Design Gráfico.

Por conta destas referências que tinha dele, comprei a primeira edição do livro Design/Web/Design. Foi um dos melhores livros sobre internet que já tive o prazer de ler!

Agora o Luli colocou o livro todo online, de graça. Este comentário que copiei do site explica porquê:

“O livro Design/Web/Design:2 foi escrito em 1999 e publicado em 2000, portanto já está um bocado velho. Alguns aspectos técnicos e profissionais ainda se mantêm. Outros, felizmente, mudaram bastante. Ele foi disponibilizado neste site na forma de páginas abertas a comentários porque gostaria de ouvir de vocês sua opinião com relação às mudanças. Não tenho dúvidas que em alguns pontos ele foi superficial demais; ou mesmo em que em outras ele está completamente ultrapassado.

Na minha opinião, livros têm a mesma função das obras de arte: estimular a discussão e a reflexão. Não devem ser considerados fontes de saber ou beleza, mas elementos vivos que promovam dentro das cabeças das pessoas verdadeiras revoluções na forma de se pensar e encarar o mundo - essa, sim, uma belíssima e indiscutível habilidade humana.”

Vale muito a pena baixar para (re)ler e/ou guardar:

http://www.luli.com.br/dwd2/

Índice do livro:

Introdução

1: Design: a cara do mundo civilizado
1-1: “Qualquer imbecil faz design”: design, designers e Frankensteins
1-2: Talento vs. Preguiça
1-3: Carta da Califórnia
1-4: Pensando visualmente
1-5: Tintim por tintim: o impacto dos mínimos detalhes
1-6: Identidade corporativa: missão e visão empresarial
1-7: Cada coisa com seu porquê
1-8: Percepção: um processo ativo
1-9: Relação palavra / imagem

2: Preparando o terreno

3: Princípios de design
3-1: Grids: cada coisa em seu lugar
3-2: Fazendo um grid
3-3: Caligrafia, tipografia e legibilidade

4: A Internet é a resposta. Qual era mesmo a pergunta?
4-1: Design gráfico vs. design digital: berimbau não é gaita
4-2: O que você precisa saber
4-3: O que você não precisa saber
4-4: Possibilidades e limitações
4-5: Tecnologia
4-6: Páginas pessoais

5: Interface
5-1: Características de uma interface
5-2: Elementos de uma interface
5-3: Por uma estética digital
5-4: Interatividade

6: Arquitetura de informação
6-1: Design estrutural
6-2: Grupos de dados
6-3: Hipertexto
6-4: Roteiros
6-5: Paisagens informativas

7: Quem precisa de um website?
7-1: Tipos de websites
7-2: Publicidade de massa e internet
7-3: Porque banners não prestam
7-4: Qualidade da experiência: “foi bom pra você, meu bem?
7-5: Do que as pessoas mais gostam (e o que elas odeiam) nos sites

8: O processo de produção e suas etapas
8-1: Algumas dicas de marketing
8-2: Especificações, planejamento e cronograma
8-3: Organização dos grupos de informação
8-4: Direção de criação, projeto gráfico e linha de design
8-5: Protótipos e aprovação
8-6: Mãos à obra
8-7: Controlando as entranhas do código
8-8: Registro em mecanismos de busca
8-9: Auditoria e medição do tráfego
8-10: Manutenção e acompanhamento do usuário

9: Equipe
9-1: O “webdesigner”, esse pobre centauro
9-2: Incubação e novos produtos

10: Vamos falar de você
10-1: Seu estúdio
10-2: Seu portfólio e promoção: como tornar as suas peças conhecidas?

11: Modernidades

12: Comunicação não-linear, se é que ela existe
12-1: Hiperespaço e ciberespaço
12-2: Comunidades digitais: as novas igrejas, partidos, padarias
12-3: Ansiedade de informação
12-4: O ciclo da descoberta

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O Adobe Digital Editions é um freeware da Adobe para ler e-book e PDF’s na tela com mais praticidade e conforto. É uma aplicação em RIA (Rich Internet Application) que trabalha online e offline, lendo também formatos XHTML e SWF (flash).

O gerenciador da biblioteca é fácil de usar e tem marcador de páginas, ótimo para quem lê na tela um PDF e não tem como marcar em que página parou.

» Download gratuito

A dica é do André Ferraro, o homem que nunca dorme.

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Showrnalismo, a not�cia como espetáculoAutor: José Arbex Jr.
Tempo Estimado de Leitura: 7 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional, com tipografia diferenciada
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 290
Editora: Casa Amarela
Lido em: Jun/2003
Onde encontrar: Submarino

José Arbex Jr. trabalhou vários anos na Folha de S. Paulo, onde foi editor do caderno Mundo. É doutor em história social pela Universidade de São Paulo (USP) e professor de jornalismo da PUC-SP. Atualmente é editor da revista Caros Amigos, tradicional revista da esquerda politizada.

O livro começa bem na esquerda, com prefácio de João Pedro Stédile, conhecido pelo MST. De cara, Arbex já demonstra que a isenção é algo complicado. Qualquer texto, por mais massacrado que seja por um Manual de Redação e Estilo como o da Folha, pode sugerir algum posicionamento político, intelectual, ideológico do jornalista. Ou do autor do texto, mesmo não sendo jornalista.

Showrnalismo é um livro que ensina a ler a mídia. Não ler a notícia propriamente dita, mas a imprensa em si. É um livro cético, crítico, por vezes ácido, mas definitivamente um livro para quem rejeita a grande imprensa, não acredita na mídia tradicional e quer ler o jornalismo, não a notícia. É um manifesto que aborda a transformação da notícia em um espetáculo midiático que só quer audiência, ao invés de transmitir a informação de forma refletida.

Trecho do livro:
“‘Fatos’ e ‘notícias’ não existem por si só, como entidades ‘naturais’. Ao contrário, são assim designados por alguém (por exemplo, por um editor), por motivos (culturais, sociais, econômicos, políticos) que nem sempre são óbvios. Mas essa operação fica oculta sob o manto mistificador da suposta ‘objetividade jornalística’.”

Claro que um mundo onde as pautas não sofrem influência de poderes políticos e econômicos é um mundo de sonho, uma utopia quase impossível, mas o grande trunfo de Arbex é mostrar que poderia ser - pelo menos - um pouco melhor.

Aproveitando duas décadas de acontecimentos jornalísticos de peso - a queda do Muro de Berlim, o impeachment de Collor, a Guerra do Golfo, o Plano Real, a era FHC, a guerra na Bósnia - Arbex ilustra as abordagens da mídia e como estes pontos de vista podem manipular a opinião pública, sem que quase ninguém se dê conta.

Um exemplo do qual nunca me esqueci é o rótulo de terrorista imposto aos muçulmanos, aos palestinos e aos sérvios. Quando a mídia noticiava o Oriente Médio ou os Bálcãs, se referia a determinadas etnias como “terroristas”, “ex-soviéticos” ou “fundamentalistas”. Arbex ilustra estes argumentos com trechos de reportagens e exemplos publicados na Folha, mostrando como o show da mídia constrói uma imagem deformada da realidade e cria uma memória coletiva totalmente manipulada e editada.

“Mintam, mintam, até que todos acreditem em vocês.” Goebbels
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Marketing de Permissão - Seth GodinAutores: Seth Godin
Tempo Estimado de Leitura: 6 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 224
Editora: Campus
Lido em: Fev/2008
Onde encontrar: Estante Virtual

Publicado em 2000, Marketing de Permissão foi uma revolução. Junto com Marketing Idéiavírus, lançou Seth Godin para a fama mundial, tornando-o um dos gurus de marketing mais respeitados em todos os cenários, principalmente por fugir do esteriótipo do marketeiro padrão.

Godin criou um bordão fantástico quando denominou a mídia tradicional de “mídia de interrupção”. Além de ser um conceito que choca, ainda agrega um sentido pejorativo a tudo que não dá escolha ao telespectador, que agora muda de nome: usuário de mídia.

O marketing de permissão usa justamente a privacidade do usuário como moeda de troca para construir relacionamentos e diferenciar as marcas que fugirem do conceito de interrupção para o relacionamento consentido.

8 anos depois de publicado, o livro obviamente está desatualizado. Muitas empresas citadas como cases nem existem mais, algumas tiveram seu auge e sumiram de cena, somente algumas sobreviveram e continuam líderes, caso do Yahoo!.

O primeiro 1/3 do livro é puro marketing, enquanto Godin tenta convencer o leitor da importância do relacionamento e do fato da interrupção ser uma enorme revolução. Chega a quase encher a paciência, mas aí de repente o livro começa a mostrar a que veio. Se você sobrevive e chega à metade do livro, aquela sensação de estar sendo convencido a ler o livro fica para trás.

A partir daí Godin começa a aprofundar um pouco o conceito e dar sentido à última das grandes teorias de marketing dos anos 90 [mais sobre este assunto em breve].

Entre os destaques do livro, vale enfatizar:

  • A evolução da publicidade de massa (de interrupção)
  • Como dar a partida concentrando-se na parcela de clientes, não na fatia de mercado
  • A freqüência constrói a confiança e a permissão favorece a freqüência
  • Os cinco níveis de permissão
  • O Marketing de Permissão no mundo da web

Apesar da idade, é um velhinho que merece uma boa visita de algumas horas e um bom aprendizado com sua experiência, porque muito do que Godin pregava ainda não é realidade para a grande massa dos sites atuais, mesmo que a grande massa de usuários não trafegue por mais do que algumas centenas de sites mais conhecidos.

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Leia também neste blog: »Entrevista com Seth Godin sobre o Marketing de Permissão e resenha de » Sobreviver não é o bastante, também do autor.

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Webwriting - Redação & Informação para a WebAutor: Bruno Rodrigues
Tempo Estimado de Leitura: 3 horas
Linguagem: Simples
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 125
Editora: Brasport
Lido em: Mai/2005
Onde encontrar: Submarino

Bruno Rodrigues é jornalista, webwriter e consultor de mídia do portal da Petrobrás. A Petrobrás, aliás, é também onde atua o Vicente Tardin, editor do WebInsider, a revista para profissionais de web mais respeitada no país, na qual o Bruno Rodrigues é colunista de destaque. Ambos estão entre os profissionais pré-bolha (final de 1999) que ajudaram a dar “personalidade” para a internet brasileira.

Esta é a segunda edição do livro, que foi o primeiro em língua portuguesa e o terceiro publicado no mundo especificamente sobre o assunto. A edição que li e tenho é a primeira, que tinha capa azul e amarela. O subtítulo também era diferente: “Pensando o texto para a Mídia Digital”.

Mas as diferenças vão além da capa. A primeira edição era mais leve, mais descontraída e com abundância de dicas e macetes, mas com poucos exemplos práticos de aplicação, como fez Steve Krug em um dos capítulos de seu clássico Não Me Faça Pensar.

Bruno Rodrigues tem uma grande afinidade com Arquitetos de Informação, e de forma muito coerente comenta com frequência as interações entre ambos os profissionais em seu blog.

Nesta versão, o livro aborda os principais temas que deveriam fazer parte das preocupações cotidianas de um webwriter. Entre outros temas, Bruno aborda a densidade da informação, gestão do conteúdo, hierarquia de prioridades, personalização, pesquisa online e linguagem contextual.

Com a experiência de quem pesquisa webwriting desde 1995, o autor também fala sobre o mercado, tendências e quais as diferenças que o redator encontrará entre o mundo offline e o mundo online. É uma boa indicaçãopara quem não é jornalista mas quer ter alguma base teórica, para quem está cursando jornalismo, para recém-formados e até mesmo para quem quer se reciclar.

Por este preço, nem dá para usar a desculpa de que a grana está curta!

Vda, Negócios, Tecnologia, DesignAutores: John Maeda
Tempo Estimado de Leitura: 3 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional, com bom destaque para a tipografia
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 100
Editora: Novo Conceito
Lido em: Fev/2008
Onde encontrar: Submarino

John Maeda é professor de Media Arts & Sciences do MIT, fundador do Simplicity Consortium no Laboratório de Mídia do próprio MIT e designer premiado mundialmente, além de conselheiro de empresas como a Philips. Pelo tom espiritualizado de seu texto e pelos pontos de vista que expõe, Maeda é mais artista do que designer, o que acrescenta um ponto de vista poético ao seu pensamento sobre simplicidade. O autor mantém o blog Laws of Simplicity, onde aprimorou as 10 Leis, que originalmente seriam 16, mas foram resumidas e agrupados pelo processo SLIP.

SLIP é um acrônimo de Sort, Label, Integrate, Prioritize (Selecionar, Rotular, Integrar e Priorizar), que é como Maeda categoriza e organiza informações, tarefas e qualquer atividade classificável. No livro, ele demonstra com seus post-its como usa o processo.

Maeda gosta de enxergar palavras umas dentro das outras e letras em comum no estilo “caça-palavras”. Por exemplo, ele cita as letras MIT dentro da palavra Simplicity. Por causa disso, o livro abusa destes recursos mnemônicos para educar o leitor sobre como projetar e promover a simplicidade. Outros dois acrônimos bastante explorados por Maeda são:

ELA (do inglês SHE): Shrink, Hide, Embody (Encolher, Ocultar e Agregar)

BRAIN: Basics, Repeat, Avoid, Inspire, Never (Básico é o início de tudo, Repita-se com frequência, Abstenha-se de se desesperar, Inpire-se com exemplos, Nunca deixe de se repetir).

Antes de abordar a simplicidade em si, o autor explica sua linha de pesquisa e o processo de criação do livro. Ao invés de recorrer a regras e fórmulas, Maeda convida o leitor a refletir sobre casos como o do iPod da Apple para demonstrar como e porquê a simplicidade tem se tornado um assunto tão em evidência. Ao abordar o assunto em forma de Leis, evita o simplismo mas mantém o assunto sob controle dentro de uma ótica explícita e compreensível. Em muitos aspectos, o raciocínio de Maeda se assemelha ao pensamento de Richard Saul Wurman em Ansiedade da Informação 2, que li recentemente e comentei aqui.

De fato, não são 10 leis, mas 10 reflexões sobre o que é a simplicidade. Como o blog do livro cita as Leis na íntegra, não vou ser preso por reproduzí-las aqui:

As 10 leis da simplicidade

1 Reduzir - A maneira mais simples de alcançar a simplicidade é por meio de uma redução conscienciosa.

2 Organizar - A organização faz com que um sistema de muitos pareça de poucos.

3 Tempo - Economia de tempo transmite simplicidade.

4 Aprender - O conhecimento torna tudo mais simples.

5 Diferenças - Simplicidade e complexidade necessitam uma da outra.

6 Contexto - O que reside na periferia da simplicidade é definitivamente não periférico.

7 Emoção - Mais emoções é melhor que menos.

8 Confiança - Na simplicidade nós confiamos.

9 Fracasso - Algumas coisas nunca podem ser simples.

10 A única - A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar o significativo.

As três soluções propostas por Maeda:

1 Distanciamento - Mais parece menos simplesmente afastando-se para bem longe.

2 Abertura - Abertura significa simplicidade.

3 Energia - Use menos, ganhe mais.

Design e Estratégias de MarcasAutor: Alvaro Guillermo
Tempo Estimado de Leitura: 3 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Boa
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 100
Editora: Demais Editora
Lido em: Ago/2007
Onde encontrar: Demais Editora

Destinado aos empresários - principalmente de pequenas e médias empresas - e para profissionais da área de comunicação, marketing e design, Branding: Design e Estratégias de Marca traz exemplos vivenciados pelo autor na criação, desenvolvimento e implementação de marcas, produtos e projetos no mercado global. Apresenta também cases atuais que ajudam a entender o mercado do design corporativo. Em muitos momentos o livro “belisca” conceitos de marketing, porém sem abandonar o ponto de vista do design gráfico sobre o branding.

Alvaro Guillermo explica maneiras de como projetar e administrar as marcas, etapas primordiais das estratégias de branding e propõe “dicas” para o início do trabalho de design estratégico, como o próprio autor define. Além de um capítulo dedicado à relação entre as marcas e os ambientes comerciais: a marca no Ponto de Venda (PDV).

Com comentários da Profª. Dra. Mônica Moura, Diretora do Mestrado em Design da Universidade Anhembi Morumbi, o livro é bem direto e não se estende muito sobre aquilo que já se entende como óbvio na área do design. “Uma obra concisa onde não se confunde com manuais de ajuda e não chama logotipo de “logomarca”, que instrui sobre nome, símbolo e as outras - e novas - formas da marca” é o comentário do arquiteto e designer Cláudio Ferlauto na introdução.

“Espero que com este livro os leitores encontrem exemplos que demonstrem a importância da marca, e de uma boa assessoria profissional nessa área”, finaliza Alvaro Guillermo.

Alvaro Guillermo é arquiteto, designer, mestre em Educação, Arte e História da Cultura e autor do livro: “Design do virtual ao digital” também da Demais Editora.

Como os intangöeis conduzem o desempenho da empresaAutores: Jonathan Low e Pam Cohen Kalafut
Tempo Estimado de Leitura: 5 horas
Linguagem: Intermediária, densa
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Excelente
Páginas: 206
Editora: Bookman
Lido em: Mai/2007
Onde encontrar: Submarino

O livro trata dos valores percebidos pelos clientes, mas que geralmente não podem ser mensurados ou não são considerados pelas empresas. Denso e de linguagem mais pesada, exige um tanto de experiência e vontade do leitor em alguns momentos, quando cita temas que foram abordados em capítulos anteriores ou que ainda serão aprofundados mais à frente.

Escrito por dois autores, o livro contou com a consultoria e apoio de uma vasta rede de relacionamento ao longo dos Estados Unidos, à qual os autores dedicam o livro e reconhecem o “débito” que têm com todos os colaboradores, revisores e pesquisadores que os auxiliaram.

Terminado no final de 2001, o livro termina fazendo uma reflexão sobre os atentados de 11 de setembro do mesmo ano, dando um prognóstico de todos os fatores intangíveis que se abateram sobre o moral dos americanos e que afetaram sua economia, numa demonstração da força que estes fatores podem ter quando foram  percebidos pelos “inimigos da América” e usados em seguida como argumento para criar uma “cultura do terror” pelo próprio governo norte-americano.

O livro apresenta em seus 4 capítulos iniciais alguns cases de empresas que não perceberam os quando os intangíveis as afetam e depois de outras que usaram os mesmos intangíveis a seu favor.

Depois apresenta 12 capítulos detalhando cada um dos 12 principais fatores intangíveis que afetam as empresas: liderança, estratégia, comunicações, marca, reputação, alianças e redes, tecnologia, capital humano, local de trabalho/cultura, inovação, capital intelectual e capacidade de adaptação. Estes 12 fatores foram extraídos de um conjunto maior após vastas pesquisas em um estudo denominado “Measures That Mather”, da consultoria Cap Gemini Ernest & Young, uma das patrocinadoras do livro.

Em seu capítulo final, apresenta uma série de 5 etapas através das quais uma empresa pode definir e administrar seus principais intangíveis.

Infelizmente, todo o livro é baseado em abordagens direcionadas para empresas de capital aberto, dirigidas por acionistas e mais diretamente afetadas nas Bolsas de Valores pelos fatores que os autores abordam. Ainda assim, é uma leitura excelente!

Autores: Harvard Business School - Vários Autores
Tempo Estimado de Leitura: 3 a 4 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 146
Editora: Editora Campus / Elsevier
Lido em: Abr/2007
Onde encontrar: Submarino

O livro é parte da Série Gestão Orientada para Resultados, das quais também fazem parte O Valor da Inovação e Gestão do Conhecimento. Os livros da Série são coletâneas de artigos publicados pela Harvard Business School e organizados de forma a compor pontos de vista complementares sobre temas determinados.

Este livro em particular aborda a negociação como uma tarefa cotidiana no mundo dos negócios, seja em atividades de compra e venda seja em atividades do dia-a-dia, como pedir aumento ao chefe, solicitar novos membros para uma equipe ou distribuir tarefas para uma equipe de trabalho, usando as técnicas para determinar quem fica com os trabalhos mais desejados.

O livro aborda pequenos cases e usa exemplos de situações diárias onde uma postura correta no momento de negociar colaboram para o desempenho de um profissional. Dentre os temas abordados, o livro trata de:

• O que fazer antes e o que fazer depois de negociar
• Negociação ganha-ganha
• Fazendo uma proposta chegar na frente
• Como negociar com um adversário determinado
• Como negociar quando seu emprego dependo disto
• Como evitar armadilhas entre culturas diferentes na hora da negociação

O livro somente apresenta uma Bibliografia dos autores, no entanto apresenta “Leituras Complementares” no final de cada artigo, permitindo que se estude mais a fundo os temas que despertarem maior interesse.

Dois dos capítulos são apresentados em forma de entrevista, acrescentando uma dinâmica diferente ao livro. Também há quadros com observações e dicas de memorização rápida, que são extremamente úteis para quem pretende praticar os ensinamentos do livro.

Da Série Gestão Orientada para Resultados, é um dos livros mais práticos em termos de conteúdo e tem alta aplicabilidade.