uma Lição de CoragemAutoras: Stephanie Capparell e Margot Morrell
Tempo Estimado de Leitura: 6 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Boa
Custo-Benefício: Excelente
Páginas: 288
Editora: Sextante
Lido em: Ago/2007
Onde encontrar: Submarino

Sir Ernest Shackleton foi um corajoso explorador da Antártica no início do século XX. Inglês nascido em 1847, foi um homem inteligente e perseverante, além de um líder admirável. Fez 4 incursões pelo continente antártico, competindo com outros grandes exploradores da época como Scott e Amundsen. Sua expedição mais conhecida, com o navio Endurance, ficou presa durante dois anos no gelo antártico, sem no entanto perder a vida de nenhum dos membros da tripulação. Este livro trata justamente da expedição do Endurance, em 1914.

As autoras  se basearam nos diários da tripulação, entendendo os dissabores pelos quais os tripulantes passaram e recompondo seu estado de espírito. O Endurance carregava 27 homens, entre eles Frank Worsley e Frank Wild, que mais tarde se tornaria o braço direito de Shackleton na luta pela vida da equipe.

O Endurance foi primeiro foi congelado numa baía e depois destruído pela banquisa de gelo, que comprimiu o barco até fazê-lo em pedaços. Os homens tiveram de caminhar em pleno inverno pela Antártica, depois remar até as Ilhas Elefante, para só depois chegaram à Geórgia do Sul, de onde foram finalmente resgatados.

Toda a expedição foi documentada pelos diários dos tripulantes e pelo diário de bordo. O fotógrafo da expedição, Frank Hurley, registrou vários momentos em filmes e em uma grande quantidade de fotos, algumas delas mostradas no livro. Uma busca por “Shackleton” no Google Imagens mostra várias destas fotos.

Este livro explora a fundo porquê Shackleton era tão bom em cuidar de seus homens, jamais admitindo perder nenhum deles para o frio nem desistir de superar as dificuldades e chegar a salvo á Inglaterra.

Cada capítulo explora um aspecto diferente da personalidade e do caráter de Shackleton, resumindo seus conceitos de liderança e repassando trechos de suas anotações.

Mesmo explorando o tema da liderança, o foco do livro, as emoções vividas pelos tripulantes são muito bem tratadas, vistas de forma sensível. O livro é hipnotizante e muito bem escrito.

Sem dúvida, tem um lugar de honra na estante!


Curiosidade
Ernest Shackleton está enterrado na ilha da Geórgia do Sul, num pequeno cemitério á beira da praia. Em torno de seu túmulo cresce um tipo de rúcula que o explorador Amyr Klink adora colher para suas refeições à bordo.

Autor: James C. Hunter
Tempo Estimado de Leitura: 4 horas
Linguagem: Fácil
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 136
Editora: Sextante
Lido em: Fev/2007
Onde encontrar: no Submarino por apenas R$ 12,00

Como se tornar um líder servidor é o manual do usuário para os conceitos de O Monge e o Executivo. Após o sucesso do primeiro livro, James Hunter recebeu pedidos de seus leitores dizendo que haviam adorado o livro, mas não sabiam como aplicar na prática as idéias do monge. Não é o monge para dummies, mas é um livro mais pragmático que seu antecessor.

Mais uma vez James Hunter aborda questões como liderança, poder e autoridade (leia resenha de O Monge e o Executivo), desenvolvimento da autoridade, gentileza e responsabilidade, caráter e a mudança humana, inteligência emocional, motivação e outras coisas fundamentais para o líder.

No final do livro, há 4 apêndices com testes, incluindo uma lista de habilidades de liderança para fazer uma avaliação 360 graus e um plano de ação para orientar o aprendizado do líder.

A linguagem de James Hunter é muito objetiva, direta e clara. Com mais de 20 anos de treinamentos ministrados, o autor consegue comunicar pela escrita muito bem. Ganhei este livro de amigo secreto, um tanto descrente, mas lendo as primeiras páginas superei o preconceito, pois o livro foge da auto-ajuda convencional. O livro é reflexivo, “filosofal” em certos momentos, mas essencialmente revela o caráter do autor e sua mensagem principal: o líder deve ter um caráter forte e jamais deixá-lo de lado ao lidar com sua equipe. Isto fará dele um bom líder, independentemente de sua personalidade e experiência. A experiência virá com a prática.

Falando sobre sua experiência e citando grandes líderes como Jesus, Jack Welch, Gandhi, Vince Lombardi e Colin Powell, James Hunter explica que servir é ser a essência da liderança, ao contrário do que o senso comum tende a acreditar. O tempo todo o autor combate o conceito antigo do chefe e busca moldar uma nova visão para a orientação de equipes.

Rápido de ler e fácil de assimilar, este livro muda mesmo a forma de liderar para quem está disposto a abandonar esteriótipos de liderança e confiar em seu próprio caráter para lidar com sua equipe.

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Leia também neste blog: » O Monge e o Executivo do mesmo autor e » Sobreviver não é o bastante, de Seth Godin.

Uma História Sobre a Essência da Liderança

Autor: James C. Hunter
Tempo Estimado de Leitura: 4 a 5 horas
Linguagem: Fácil
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 144
Editora: Sextante
Lido em: Dez/2006
Onde encontrar: Submarino

O Monge e O Executivo é uma basicamente uma fábula. É fácil de ler, aplicável e dirigido a um público extremamente eclético, as pessoas que trabalham.

O livro conta a história de John Daily, um gerente estressado, cansado do cotidiano da empresa onde trabalha e que age de forma dura com sua equipe. Este gerente faz um retiro num mosteiro, onde participa com alguns companheiros de uma jornada semanal discutindo diversos aspectos da liderança, sob orientação de um monge, Leonard Hoffman, um ex-executivo famoso que adotou a vida espiritual no mosteiro.

O executivo é um personagem pensado para ser um homem comum, com sonhos e problemas contidianos, que o identificam com o leitor do livro. Já o monge é um personagem mítico, que faz uma leve alusão à outro, não menos lendário. Quem já leu algum livro sobre seus conceitos de administração, liderança e gestão identifica em Len Hoffman o mito americano dos anos 80: Jack Welch. Uma grande sacada de Hunter para prender o leitor menos atento, o que dá uma deliciosa pitada de familiaridade à leitura (para alguns pode soar como deja vù).

Ao longo do livro, Hunter apresenta seus conceitos sobre a liderança através do monge e o leitor vai experimentando alguns aprendizados junto com o protagonista do livro. É uma leitura leve e reveladora, principalmente para aqueles que se acostumaram a trabalhar sob pressão e não estão satisfeitos com o jeito de ser do mundo corporativo.

As pessoas que me falaram do livro se disseram identificadas com o executivo em algumas passagens. Como o autor foi consultor durante muitos anos, conseguiu reunir a principais queixas que ouviu e criou uma forma de lidar com estas queixas. Há quem diga que achou o livro parecido com Quem Mexeu No Meu Queijo, mas a semelhança não vai muito além de ambos serem fábulas.

A realidade corporativa que visa unicamente a produtividade e se sobrepõe às relações humanas é uma fonte de infelicidade para milhões de pessoas mundo afora. Quem nunca reclamou do chefe ou ouviu alguém reclamar? Quem nunca se questionou se é um bom chefe (ou líder) e se tem a admiração sincera de sua equipe? É justamente este ponto que fez do livro um best seller.

O conceito de liderança servidora é outra sacada de James Hunter. Logo no primeiro capítulo, ele introduz os 3 conceitos fundamentais de seu livro:

Liderança: É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem estusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum.

Poder: É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer.

Autoridade: A habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal.

Partindo do pressuposto de que o líder deve procurar servir seus liderados, compartilhando seus problemas, indicando o caminho e fazendo-os sentir-se bem, James Hunter faz um longo trabalho de convencimento, mostrando também como o paradigma empresarial está mudando e quais serão as habilidades exigidas dos líderes muito em breve.

Uma boa leitura, principalmente para líderes de primeira viagem.

Para quem leu, mas ficou curioso sobre como aplicar os conceitos no dia-a-dia, James Hunter também escreveu Como Se Tornar Um Líder Servidor, que ganhei de presente de amigo secreto. Imperdível!

Se você é preguiçoso e prefere, há um bom resumo online do livro.

Marley & Eu - John Grogan

26 Dezembro 2007

a Vida e o Amor ao Lado do Pior Cão do Mundo  Autor: John Grogan
Tempo Estimado de Leitura: 5 horas
Linguagem: Fácil
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 272
Editora: Prestígio
Lido em: Dez/2007
Onde encontrar: Submarino

John Grogan é um jornalista sessentão, colunista do Philadelphia Inquirer. Foi editor-chefe da revista Organic Gardening e trabalhou como repórter, chefe de redacção e colunista em vários jornais americanos (biografia completa). Logo após o casamento com Jenny, com quem teve 3 filhos, comprou Marley, um cão labrador que chegou aos 43 quilos e deu muito, mas muito trabalho para o casal. Marley & Eu é a história da vida de John e Jenny com este cachorro endiabrado.

Achei um exemplar dando sopa agora no Natal e resolvi ocupar o tempo entre o tender e o chester, já que não havia levado nenhum dos meus livros para terminar. Nunca tive animais de estimação nem tenho grande afinidade com animais, por isso me surpreendi ao ver na capa do livro que era o primeiro da lista do The New York Times. Não é que o livro é mesmo bom?

Nada de literatura, filosofia, livros marketeiros, português acadêmico ou qualquer semelhança com qualquer coisa que estou aconstumado a ler. Um livro-depoimento, super bem-humorado, sobre… um cachorro.

John e Jenny moravam na Califórnia quando se casaram e compraram um casa, que parecia grande e triste. Como ambos tiveram animais de estimação na infância, resolveram ter um cachorro para aprender juntos a cuidar de algo antes de ter filhos, já que Jenny não tinha talento para plantas e havia afogado uma planta que ganhou de John.

Compraram Marley, um cachorro genioso, enérgico e indomável, que comia todo tipo de objeto da casa, além de quilos de ração e mais tarde os brinquedos das crianças. Tentaram de tudo, até uma escola de boas maneiras para cães, de onde Marley foi expulso.

Um dos muitos capítulos divertidos do livro conta sobre a praia dos cães, último reduto da Califórnia onde os donos podiam passear com cães na areia sem serem multados (há leis nos EUA para inibir a falta de educação dos donos). Com um rígido código de conduta, os donos evitavam deixar seus cães se aliviarem na areia para manter a praia limpa e selvagem. Marley bebeu tanta água do mar que não só se aliviou na água do mar, como também devolveu quase tudo que bebera, matando John de vergonha frente aos outros donos de cães. A descrição da situação pelo autor é hilária…

Outro episódio destaca a mudança da família para o Michigan, estado americano que faz divisa com o Canadá e tem um inverno rigoroso. Além do atraso da neve, que não chegou para o Natal, frustrando as crianças, John conta algumas da peripécias de Marley na neve, já mais velho e menos enérgico. No mesmo capítulo, a surdeza seletiva de Marley é outra passagem memorável.

Marley & Eu é um livro sem compromisso, para quem quer ler algo suave e divertido. É também um bom desestressante!

Autor: Malcolm Gladwell
Tempo Estimado de Leitura: 4 horas
Linguagem: Simples e direta
Diagramação: Razoável
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 245
Editora: Rocco
Lido em: Out/2007
Onde encontrar: Submarino

Blink é um baita livro! Não deixa nada a dever para O Ponto de Desequilíbrio - já comentado aqui no blog - só que é ainda mais interessante de ler. O desenvolvimento do livro é mais rápido, os exemplos são quase tão chocantes quanto em O Ponto, é difícil querer para de ler este livro. Só não entendo porque este cara ainda é jornalista, quase tudo que ele exemplifica vem da psicologia. O trabalho de pesquisa que Gladwell fez para escrever estes livros é invejável.

O entendimento de Gladwell sobre os fenômenos psicológicos é muito claro. Melhor ainda é a forma como ele interliga estes fenômenos a diversos acontecimentos e depois organiza tudo de forma lógica e estruturada. Não é à toa que seus livros são tão cometados, o cara faz por merecer.

Blink é um livro sobre a intuição, sobre os processos inconscientes que executamos a todo momento e que influenciam nossos julgamentos sem nem percebermos. Gladwell introduz conceitos como o de “fatiar fino”, em que em segundos é possível julgar com a mesma precisão de uma análise criteriosa. Ele usa exemplos como escolher um livro numa livraria, gostar ou não de uma pessoa, manter um casamento por muitos anos e até mesmo a forma de fazer guerra, tudo baseado na intuição.

Tem gente que é meio pé atrás com best sellers: “se todo mundo gosta deve uma b****”. Se você superar o preconceito, Blink é uma leitura muito interessante. Que venha o terceiro livro!

Autor: Ildefonso Falcones
Tempo Estimado de Leitura: mais de 20 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Excelente
Páginas: 589
Editora: Rocco
Lido em: Out/2007
Onde encontrar: Submarino

A Catedral do Mar é um romance, comento poucos livros de ficção, então é bom avisar! O livro é um best seller mundial, de autoria de um catalão, Ildefonso Falcones, um advogado especialista em Direito Civil, nascido em 1959 em Barcelona. Incrivelmente, este é seu primeiro livro.

A trama se passa no século XIV, na cidade de Barcelona, em sua melhor fase de expansão territorial e prosperidade. Seus habitantes decidem construir o maior templo mariano conhecido: a Igreja de Santa Maria do Mar. É este contexto histórico verídico que enriquece toda a narrativa.

O livro é rico em pesquisa e possui dados históricos de mais de meio século de uma Barcelona medieval abundante. A narrativa principal é a trajetória de vida e a ascensão de Arnau Estanyol, filho de um servo fugido de seu senhor feudal, que se torna um homem livre, cidadão e ascende até a condição de barão com a construção de Santa Maria.

O jovem Arnau trabalha como estivador, palafreneiro, soldado e até cambista. Ao alncançar a nobreza, vê a inveja levar sua vida às mãos da Inquisição. Falcones também aborda a questão das diferenças entres os vários estratos sociais e as guerras levadas a cabo pelos reis do condado catalão contra outros povos, que eram comuns nesta época.

A tradução de livro é de Cristina Cavalcanti, que esteve em Barcelona e conheceu os cenários do livro: “A trama é ágil, e mesmo as longas descrições de batalhas e dos detalhes construtivos de Santa Maria, cuja construção acompanhamos ao longo do livro, têm uma vivacidade e uma qualidade visual que cativam o leitor”.

Por meros R$ 40,00 (preço médio no Submarino), é uma excelente sugestão para presente de Natal!

Autor: Malcolm Gladwell
Tempo Estimado de Leitura: 4 horas
Linguagem: Simples e direta
Diagramação: Razoável
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 240
Editora: Rocco
Lido em: Out/2007
Onde encontrar: Submarino

Malcolm Gladwell é um jornalista britânico, colunista da revista New Yorker e também autor de Blink: A Decisão Num Piscar de Olhos, livro que ainda está na minha pilha “para ler” que li em outubro de 2007. O sujeito cobra 40 mil doletas por uma palestra, e seus livros venderam tanto que ele quase se tornou um pop star.

Em O Ponto de Desequilíbrio Gladwell procura analisar de que forma acontecem as grandes mudanças na sociedade e porque normalmente acontecem de forma repentina e epidêmica, sem razão aparente. Primeiramente, ele explica sua teoria sobre 3 tipos de personalidades, que compõem a regra dos eleitos: os Comunicadores, os Experts e os Vendedores. A partir destes 3 tipos de personalidades, Gladwell desenvolve seu raciocínio sobre como pessoas-chave influenciam fenômenos de popularidade.

Depois apresenta o fator de fixação, que é capacidade de fazer uma determinada mensagem ser inconfundível e se fixar. Por fim, aborda o poder do contexto, uma visão objetiva sobre como o ambiente afeta o comportamento humano e os acontecimentos. Antes de fazer alguns estudos de caso, o autor aborda a regra dos 150, um ponto de vista intrigante sobre o tamanho das comunidades humanas e a influência que o número de membros exerce sobre a unidade da comunidade.

O livro demora um pouco a tomar ritmo, as primeiras páginas não são claras sobre a idéia do livro, mas depois pega ritmo e envolve o leitor numa atmosfera de curiosidade que prende ao livro, fazendo com que se queira chegar ao próximo capítulo logo. Gladwell é claro sobre seus pontos de vista e retoma raciocínios anteriores com frequência, costurando os capítulos anteriores e mostrando coerência de raciocínio e uma lógica clara, que é o que faz este livro ser tão interessante.

Vale muito a pena ler!

Autor: Domenico de Masi
Tempo Estimado de Leitura: 7 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Boa
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 336
Editora: Sextante
Lido em: Jul/2005

Onde encontrar: Submarino

“Contudo, a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. (…) É o que eu chamo de “ócio criativo”, uma situação que, segundo eu [penso], se tornará cada vez mais difundida no futuro.” Domenico de Masi, O Ócio Criativo, pg. 148, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2000.

Este parágrafo pode ser considerado um resumo bastante pragmático de toda a teoria que o sociólogo italiano Domenico De Masi explora no livro “O Ócio Criativo”. O livro editado no Brasil é na verdade uma extensa entrevista a Maria Serena Palieri, revisto e com longos trechos atualizados.

A teoria do professor De Masi abrange os mais diversos campos do conhecimento humano, desde a sociologia até a produção industrial e busca, efetivamente, uma nova forma de produção, um passo a mais no desenvolvimento da humanidade, o alcance do que ele e outros estudiosos denominam de “era pós-industrial”.

Isto levaria, diriam os pessimistas de plantão, a um desemprego em massa, numa escala sem precedentes na história mundial. Porém, De Masi investe na diminuição drástica das horas trabalhadas diariamente, de oito para quatro ou pelo menos cinco. O restante do tempo seria investido em educação e lazer, levando educação, trabalho e entretenimento ao alcance de todos os seres humanos. É um livro imperdível, com exemplos de todo o mundo e muitos relacionados exclusivamente à situação brasileira.

A Arte da Guerra - Sun Tzu

12 Setembro 2007

Autor: Sun Tzu
Tempo Estimado de Leitura:
2 horas
Linguagem:
Fácil
Diagramação:
Simples
Custo-Benefício:
Excelente
Páginas:
122
Editora:
Jardim dos Livros
Lido em:
Dez/2006 Onde encontrar: Veja a mesma edição que eu li no Submarino ou veja uma listagem do Submarino com várias edições de A Arte da Guerra

Sun Tzu foi um general chinês que viveu aproximadamente em 500 a.c. Para legar seus conhecimentos de guerra, escreveu um tratado que foi testado pelo próprio imperador. Leitura obrigatória no exército soviético e fonte de inspiração de Napoleão Bonaparte, segundo reza a lenda, A Arte da Guerra é um “guia prático” sobre a guerra, na forma como era praticada há mais de 2.000 anos.

Utilizado em treinamentos no mundo todo, o livro ganhou fama com analogias recentes com o dia-a-dia empresarial, a competição por mercados e a lógica capitalista de concorrência. É uma leitura ilustrativa que apresenta muitas boas idéias sobre como se comportar no campo de batalha, principalmente quando o fracasso representava perder a própria vida - diferentemente do fracasso empresarial. São 13 capítulos, listados abaixo:

I - Análises e Planos: “Há momentos em que a maior sabedoria é parecer não saber nada.”

II - Operações de Guerra: “Na guerra, preze pela vitória rápida e evite as operações prolongadas.”

III - Preparando o Ataque: “A melhor inteligência militar é atacar as estratégias dos inimigos, em seguida atacar suas alianças , depois atacar seus soldados em seu próprio campo.”

IV - Posições e Táticas: “A invencibilidade repousa na defesa, a vulnerabilidade revela-se no ataque.”

V - Estratégia do Confronto Direto e Indireto: “Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização.”

VI - Pontos Fracos e Pontos Fortes: “Um grande general não é arrastado ao combate, ao contrário, sabe impô-lo ao inimigo.”

VII - Manobras: “Quando cercar o inimigo, deixe uma saída para ele, caso contrário, ele lutará até a morte.”

VIII - Eventualidade: “Um general que perde facilmente o controle e se deixa levar pela cólera, será ludibriado pelo inimigo através de provocações e cairá em emboscadas sem perceber.”

IX - O Exército em Movimento: “Quando há soldados sussurrando em grupinhos e seu comandante falando em voz mansa e vacilante, revela inimizades entre superiores e subordinados.”

X - Terreno: “Quando os soldados rasos são muito mais fortes que seus oficiais, o resultado é insubordinação. Caso contrário, os oficiais são fortes e suas tropas são fracas, o resultado é colapso.”

XI - Nove Tipos de

tuações: “A velocidade é a essência da guerra.”

XII - Ataque Pelo Fogo: “Em batalhas, quaisquer que sejam os resultados, o gosto será sempre amargo, mesmo para os vencedores. Portanto, a guerra deve ser a última solução e só deve ser travada quando não existir outra saída.”

XIII - Uso de Espiões: “O que possibilita ao soberano inteligente e seu comandante conquistar o inimigo e realizar façanhas fora do comum é a previsão, conhecimento que só pode ser adquirido através de homens que estejam a par de toda movimentação do inimigo.” Vale a pena ler, se você for uma pessoa curiosa.

“O verdadeiro objetivo da guerra é a paz.”
Sun Tzu