Livro: A Busca – John Battelle
5 janeiro 2010
Autor: John Battelle
Tempo Estimado de Leitura: 11 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Excelente
Páginas: 271
Editora: Campus
Lido em: Nov-Dez/2009
Onde encontrar: Submarino![]()
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A Busca não é só um livro sobre o Google, é o melhor e mais completo livro-reportagem sobre o Google e o mercado de buscas. Isso tem uma explicação relativamente simples: John Battelle é um dos fundadores da cultuada revista Wired e cobre o mercado de tecnologia há muitos anos, gozando de uma excelente reputação no mercado, o que certamente facilitou os contatos para a pesquisa e produção do livro.
Este é aquele tipo de livro que depois que você começa não consegue mais parar de ler. Cada capítulo abre um universo novo e relata os acontecimentos num nível de detalhes que só um repórter muito competente consegue reunir. A narrativa é envolvente e flui muito bem, parece que se está vendo um filme. Outras passagens são mais reflexivas, nas quais Battelle discute comportamentos das pessoas, tendências e faz até exercícios de futurologia (aliás, ele acertou boa parte das futurologias – o cara é bom mesmo).
Foram dezenas de entrevistas para produzir o livro, além de acordos com os fundadores do Google para conseguir a atenção e extrair deles as informações necessárias para costurar a história do mercado de buscas de antes da bolha até 2004, quando o livro foi publicado.
Battelle comenta, entre outras curiosidades, a origem do lema “Don’t be evil” do Google, além de discutir os labirintos a que isso levou o Google quando da entrada no mercado chinês, no qual os resultados de busca são censurados. Há um capítulo inteiro sobre o Google na China, a censura, as questões éticas e sinucas nas quais o Google se meteu ao adotar uma postura de empresa que não quer fazer o mal, mas que se vê “obrigada” a acatar contra-medidas para poder atuar num mercado fechado, ditatorial e onde há censura explícita e falta de liberdade de expressão.
Neste ponto, A Busca é um livro muito maduro e que faz o leitor mergulhar em questões sociais, éticas, comerciais, tecnológicas e culturais, mostrando como a existência da busca mudou nossa visão do mundo e nossa postura frente ao consumo de informações na sociedade contemporânea.
Olhando agora, no início de 2010, parece que um livro sobre o Google publicado há mais de 5 anos pode estar desatualizado, mas ao ler a impressão é exatamente oposta: cada página parece ter sido escrita ontem, se muito.
Para quem trabalha com SEM, SEO ou só com internet mesmo, é um livro indispensável. Faz olhar as coisas com uma visão mais crítica, mais madura e mais abrangente.
A Busca é leitura obrigatória para profissionais de web que queiram estar atualizados e conhecer as histórias por trás da empresa que ajudou a moldar o começo do novo século. Eu recomendo, sem sombra de dúvida.
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Twitada original sobre “A Busca” do John Battelle.
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O Melhor do Mundo – resenha do livro de Seth Godin
15 setembro 2009
Autor: Seth Godin
Tempo Estimado de Leitura: 1,5 horas
Linguagem: Simples
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 101
Editora: Sextante
Lido em: Mai/2009
Onde encontrar: Submarino![]()
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A cada livro o guru de marketing Seth Godin mostra que escrever sobre o óbvio com um ponto de vista ligeiramente diferente ou inusitado se tornou sua fórmula do sucesso.
No entanto, “O Melhor do Mundo” (The Dip, no título original em inglês) é talvez seu livro que menos fale diretamente sobre marketing. Dá para colocá-lo na seção de Auto-Ajuda numa boa.
O fato do livro ter sido editado pela Sextante contribui muito para isso. A Sextante vem se especializando em livros de auto-ajuda, “inspiracionais” e de “negócios”, tanto que comprou os direitos no Brasil de outro autor best-seller, Malcolm Gladwell.
O Melhor do Mundo é um livro bem curto, e isso é proposital. É um livro under-hundred, propositalmente com menos de 100 páginas. A linguagem é estupidamente fácil, letras grandes, ilustrações de Hugh Mcleod, ou seja, todo o cenário pronto para um livro altamente vendedor.
Em termos de texto, lembra muito O Paradoxo da Escolha, só que não sob o ponto de vista da psicologia e sim do marketing. Em muitos momentos me lembrei dos argumentos de Barry Schwartz no Paradoxo.
Só que ao contrário de Schwartz, que defende que o suficientemente bom já é bom demais, Godin acredita que é necessário ser o melhor para se destacar e que não vale a pena começar a enfrentar um desafio sem a certeza de poder ir até o final.
Godin resume rapidamente seu pensamento na página 17 do livro:
“Qualquer pessoa que pense em contratá-lo (…) vai se perguntar se você é a melhor escolha. Melhor no seguinte sentido: melhor para ela, neste momento, com base no que ela sabe e acredita. E do mundo no seguinte sentido: o mundo desta pessoa, o mundo ao qual ela tem acesso.”
É sobre este ponto de vista que todo o argumento do livro é desenvolvido. Nada supreendente, mas de certa forma inusitado. Como bom autor de marketing, ao invés de dar um tapa na cara do leitor, Godin prefere convencê-lo lentamente a mudar de opinião e vai costurando seus argumentos de forma cadenciada.
Godin defende que há um rápido crescimento sempre que nos dedicamos a alguma coisa, seja uma profissão seja aprender a jogar tênis. Depois deste crescimento inicial, há um vão, um tempo longo em que tudo parece não evoluir e fica até mais difícil do que antes. É aí que muitas pessoas desistem, sendo que aqueles que enfrentam o vão voltam a subir e se desenvolver, alcançando o sucesso. Colocado de forma simplista, este é o argumento central do livro.
De fato, é um livro simples, objetivo e focado. É de grande ajuda para pessoas que tem dificuldades em definir metas e escolher um caminho a seguir, ou para empresas que estejam em dúvida quanto à uma decisão estratégica, precisando definir se segue em frente para colher os resultados mais à frente ou se desiste logo, antes que mais tempo e recursos sejam desperdiçados à toa.
Mas, sinceramente, existem outros livros do Seth Godin que valem mais à pena. Se você nunca leu nenhum, sugiro começar pelo Sobreviver Não é o Bastante.
Para terminar, algumas frases do livro:
“Sem muito tempo ou oportunidade para experimentar, nós intencionalmente reduzimos nossas escolhas ao que consideramos melhor.” (pg. 16)
“As empresas também se acostumam com o bom o suficiente em vez de o melhor do mundo.” (pg. 21)
“O Vão é a longa e cansativa caminhada entre o início e a maestria. Um momento de avanço lento que – por mais contraditório que pareça – é um atalho, porque leva você onde quer ir mais rapidamente do que qualquer outro caminho.” (pg. 25)
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Marketing de Permissão – Seth Godin
19 fevereiro 2008
Autores: Seth Godin
Tempo Estimado de Leitura: 6 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 224
Editora: Campus
Lido em: Fev/2008
Onde encontrar: Estante Virtual
Publicado em 2000, Marketing de Permissão foi uma revolução. Junto com Marketing Idéiavírus, lançou Seth Godin para a fama mundial, tornando-o um dos gurus de marketing mais respeitados em todos os cenários, principalmente por fugir do esteriótipo do marketeiro padrão.
Godin criou um bordão fantástico quando denominou a mídia tradicional de “mídia de interrupção”. Além de ser um conceito que choca, ainda agrega um sentido pejorativo a tudo que não dá escolha ao telespectador, que agora muda de nome: usuário de mídia.
O marketing de permissão usa justamente a privacidade do usuário como moeda de troca para construir relacionamentos e diferenciar as marcas que fugirem do conceito de interrupção para o relacionamento consentido.
8 anos depois de publicado, o livro obviamente está desatualizado. Muitas empresas citadas como cases nem existem mais, algumas tiveram seu auge e sumiram de cena, somente algumas sobreviveram e continuam líderes, caso do Yahoo!.
O primeiro 1/3 do livro é puro marketing, enquanto Godin tenta convencer o leitor da importância do relacionamento e do fato da interrupção ser uma enorme revolução. Chega a quase encher a paciência, mas aí de repente o livro começa a mostrar a que veio. Se você sobrevive e chega à metade do livro, aquela sensação de estar sendo convencido a ler o livro fica para trás.
A partir daí Godin começa a aprofundar um pouco o conceito e dar sentido à última das grandes teorias de marketing dos anos 90 [mais sobre este assunto em breve].
Entre os destaques do livro, vale enfatizar:
- A evolução da publicidade de massa (de interrupção)
- Como dar a partida concentrando-se na parcela de clientes, não na fatia de mercado
- A freqüência constrói a confiança e a permissão favorece a freqüência
- Os cinco níveis de permissão
- O Marketing de Permissão no mundo da web
Apesar da idade, é um velhinho que merece uma boa visita de algumas horas e um bom aprendizado com sua experiência, porque muito do que Godin pregava ainda não é realidade para a grande massa dos sites atuais, mesmo que a grande massa de usuários não trafegue por mais do que algumas centenas de sites mais conhecidos.
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Leia também neste blog: »Entrevista com Seth Godin sobre o Marketing de Permissão e resenha de » Sobreviver não é o bastante, também do autor.
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Branding: Design e Estratégias de Marcas – Álvaro Guillermo
6 fevereiro 2008
Autor: Alvaro Guillermo
Tempo Estimado de Leitura: 3 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Boa
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 100
Editora: Demais Editora
Lido em: Ago/2007
Onde encontrar: Demais Editora
Destinado aos empresários – principalmente de pequenas e médias empresas – e para profissionais da área de comunicação, marketing e design, Branding: Design e Estratégias de Marca traz exemplos vivenciados pelo autor na criação, desenvolvimento e implementação de marcas, produtos e projetos no mercado global. Apresenta também cases atuais que ajudam a entender o mercado do design corporativo. Em muitos momentos o livro “belisca” conceitos de marketing, porém sem abandonar o ponto de vista do design gráfico sobre o branding.
Alvaro Guillermo explica maneiras de como projetar e administrar as marcas, etapas primordiais das estratégias de branding e propõe “dicas” para o início do trabalho de design estratégico, como o próprio autor define. Além de um capítulo dedicado à relação entre as marcas e os ambientes comerciais: a marca no Ponto de Venda (PDV).
Com comentários da Profª. Dra. Mônica Moura, Diretora do Mestrado em Design da Universidade Anhembi Morumbi, o livro é bem direto e não se estende muito sobre aquilo que já se entende como óbvio na área do design. “Uma obra concisa onde não se confunde com manuais de ajuda e não chama logotipo de “logomarca”, que instrui sobre nome, símbolo e as outras – e novas – formas da marca” é o comentário do arquiteto e designer Cláudio Ferlauto na introdução.
“Espero que com este livro os leitores encontrem exemplos que demonstrem a importância da marca, e de uma boa assessoria profissional nessa área”, finaliza Alvaro Guillermo.
Alvaro Guillermo é arquiteto, designer, mestre em Educação, Arte e História da Cultura e autor do livro: “Design do virtual ao digital” também da Demais Editora.
Vantagem Invisível – Jonathan Low e Pam Cohen Kalafut
27 janeiro 2008
Autores: Jonathan Low e Pam Cohen Kalafut
Tempo Estimado de Leitura: 5 horas
Linguagem: Intermediária, densa
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Excelente
Páginas: 206
Editora: Bookman
Lido em: Mai/2007
Onde encontrar: Submarino![]()
O livro trata dos valores percebidos pelos clientes, mas que geralmente não podem ser mensurados ou não são considerados pelas empresas. Denso e de linguagem mais pesada, exige um tanto de experiência e vontade do leitor em alguns momentos, quando cita temas que foram abordados em capítulos anteriores ou que ainda serão aprofundados mais à frente.
Escrito por dois autores, o livro contou com a consultoria e apoio de uma vasta rede de relacionamento ao longo dos Estados Unidos, à qual os autores dedicam o livro e reconhecem o “débito” que têm com todos os colaboradores, revisores e pesquisadores que os auxiliaram.
Terminado no final de 2001, o livro termina fazendo uma reflexão sobre os atentados de 11 de setembro do mesmo ano, dando um prognóstico de todos os fatores intangíveis que se abateram sobre o moral dos americanos e que afetaram sua economia, numa demonstração da força que estes fatores podem ter quando foram percebidos pelos “inimigos da América” e usados em seguida como argumento para criar uma “cultura do terror” pelo próprio governo norte-americano.
O livro apresenta em seus 4 capítulos iniciais alguns cases de empresas que não perceberam os quando os intangíveis as afetam e depois de outras que usaram os mesmos intangíveis a seu favor.
Depois apresenta 12 capítulos detalhando cada um dos 12 principais fatores intangíveis que afetam as empresas: liderança, estratégia, comunicações, marca, reputação, alianças e redes, tecnologia, capital humano, local de trabalho/cultura, inovação, capital intelectual e capacidade de adaptação. Estes 12 fatores foram extraídos de um conjunto maior após vastas pesquisas em um estudo denominado “Measures That Mather”, da consultoria Cap Gemini Ernest & Young, uma das patrocinadoras do livro.
Em seu capítulo final, apresenta uma série de 5 etapas através das quais uma empresa pode definir e administrar seus principais intangíveis.
Infelizmente, todo o livro é baseado em abordagens direcionadas para empresas de capital aberto, dirigidas por acionistas e mais diretamente afetadas nas Bolsas de Valores pelos fatores que os autores abordam. Ainda assim, é uma leitura excelente!
O Marketing depois de amanhã – Ricardo Cavallini
27 dezembro 2007

Autor: Ricardo Cavallini
Tempo Estimado de Leitura: 4 horas
Linguagem: Fácil
Diagramação: Bacaninha
Custo-Benefício: Muito Bom
Páginas: 175
Editora: Digerati Books
Lido em: Jun/2007
Onde encontrar: Submarino
Ricardo Cavallini é autor do Coxa Creme, um blog muito do bom, que leio frequentemente. Profissional de marketing com passagem por várias agências de ponta, Cavallini é um cara ligado em tecnologia, mas não é um tecno-chato. Em seu primeiro livro, ele analisa o impacto das novas tecnologias no dia-a-dia do marketing e as possibilidades que se abrirão para os próximos anos.
Não, este livro não é um exercício de futurologismo barato!
Um assunto recorrente no mundo do marketing, da publicidade e principalmente da propaganda é a fragmentação da audiência. Até pouco tempo, o mix de comunicação e promoção era muito bem atendido pela televisão, revistas, rádios e jornais. Pensando nas novas mídias, Cavallini aborda os celulares e o mobile marketing, os videogames, a internet e a TV digital como algumas alternativas possíveis. De todas elas, só a TV digital não estava disponível antes de 2007.
Mas nem só de mídia o livro fala. Advergaming, privacidade, computação ubíqua, novos displays e RFID são outros temas discutidos, cada um com seu próprio capítulo. Propositalmente, Cavallini procurou não se deter muito à internet, para dar atenção à outras possiblidades menos conhecidas e menos discutidas. Uma forma de abrir os olhos do marketeiros em geral para um mundo em rápida mudança.
Sobreviver não é o bastante – Seth Godin
14 outubro 2007
Livro: Sobreviver não é o bastante
Autor: Seth Godin
Tempo Estimado de Leitura: 5 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Razoável
Custo-Benefício: Muito Bom
Páginas: 288
Editora: Campus
Lido em: Out/2006
Onde encontrar: Submarino![]()
Sobreviver não é o bastante é um livro cativante sobre 3 coisas: memes, mDNA e zooming. Seth Godin consegue escrever sobre a administração de empresas e reduzir a complexidade do tema a estes 3 princípios. Os memes são o cerne das idéias, não a idéia pronta em si, mas o seu estopim, seu princípio fundamental, que vai levar a uma grande idéia se for desenvolvido com carinho. O mDNA é o DNA corporativo, derivado de muitos e muitos memes desenvolvidos. E zooming é a capacidade de mudar, de focar a mudança e passar por ela sem traumas, sem medo de errar, enfim, a capacidade de fazer zoom é a capacidade de mudar.
Outro conceito fundamental do livro é a estratégia vencedora. Uma empresa capaz de entender qual é a sua estratégia para vencer tende a crescer, mas o mercado muda rápido e logo são necessários novos memes para gerar novas idéias que farão parte de uma nova estratégia vencedora. Para tanto, a única forma efetiva é atrair bons funcionários, que trarão memes novos para alterar o mDNA da empresa.
Este raciocínio todo parece bobo explicado assim, mas a analogia com a teoria de evolução natural Darwiniana é muito apropriada, pelo menos quando Seth Godin a está desenvolvendo. O autor dos best sellers Marketing de Permissão e Marketig Ideavirus é um autor talentoso, além de um guru de marketing respeitável. Ao escolher o tema, acertou em cheio e conseguiu escrever mais um livro excelente. Sobreviver não é o bastante é daqueles livros que mudam a forma de pensarmos, e mais do isso, a forma de agirmos.
Gestão da Experiência do Cliente – Bernd H. Schmitt
12 julho 2007
Livro: Gestão da Experiência do Cliente
Autor: Bernd H. Schmitt
Tempo Estimado de Leitura: 5 horas
Linguagem: Intermediária +
Diagramação: Boa
Custo-Benefício: Excelente
Páginas: 176
Editora: Bookman
Preço médio: R$ 44,00
Lido em: Jul/2006
Onde encontrar: Submarino![]()
O autor de Experiential Marketing volta com uma “sequência” muito bacana e mais abrangente. De acordo com a nota do próprio no prefácio, a interligação do primeiro com este livro é inferior a 10%.
Schmitt aborda aquilo chama de enfoque centrado no cliente, o que após a leitura do livro fica até parecendo um certo óbvio ululante, transformando o leitor em partidário da causa da experiência.
O livro é estruturado em torno do conceito de que todo contato do cliente com um marca gera uma experiência, e que as empresas tem feito muito pouco para tornar esta experiência algo que entusiasme o cliente.
Em muitos momentos, o livro parece estar falando sobre usabilidade (para aqueles que são profissionais de web, isso faz todo o sentido!), de tão detalhista. Baseado em cases, explora histórias que renderam frutos para diversas marcas que enxergaram oportunidades na experiência que os clientes tinham no contato com seus produtos/serviços, principalmente nos Estados Unidos.
Um dos pontos fortes do livro é justamente explorar com dezenas de exemplos como as marcas já estão explorando o conceito da experiência. Explorando a base conceitual do design de experiência e cases aplicados, o autor consegue construir um raciocínio estruturado e exemplificar aplicações reais, o que guia o leitor no sentido do entendimento da proposta da GEC e na possibilidade de aplicar os conhecimentos obtidos no livro.
Altamente recomendado!
Autores: Ricardo Pomeranz e Abaetê de Azevedo
Tempo Estimado de Leitura: 6 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Boa
Custo-Benefício: Muito Bom
Páginas: 231
Editora: M. Books
Preço médio: R$ 79,00
Lido em: Fev a Mar/2007
Onde encontrar: Submarino![]()
Ricardo Pomeranz é sócio-diretor da Rapp Digital Brasil e Abaetê de Azevedo ocupa o posto de Presidente do Grupo Rapp Collins Worldwide/Brasil. Ambos são professores universitários e possuem uma enorme experiência na atuação em Marketing de Relacionamento. É justamente esta experiência que ambos procuram transmitir neste livro.
Além de comprovar a experiência prática dos autores, o livro é um bem bolado cartão de visitas da Rapp Collins – tanto da digital quanto da tradicional – o que não invalida o conteúdo de primeira linha do livro. Claro que em alguns momentos o jabá fica evidenciado, por outro lado os autores não escondem que se não fosse a experiência em campanhas reais das agências nas quais trabalham, o livro não seria tão aplicável. Este é o ponto forte que faz com que valha muito apena ler, grifar e usar o livro como guia de consulta no dia-a-dia.
Muito bem estruturado, o livro transcorre com fluidez e um forte viés pragmático, instigando o leitor a entender como aplicar aquilo que acabou de ler. Se em alguns momentos parece reforçar o óbvio, em outros deixa claro o porquê do óbvio ser tão necessário, por exemplo quando os autores repetem insistemente a necessidade do call-to-action na redação das peças de comunicação.
O livro tem um forte apelo ao uso cotidiano, tornando-se um guia de referência para qualquer profissional de marketing que queira usar o marketing de relacionamento com base teórica e uma boa metodologia de teste, execução e mensuração de resultados.
Com 16 cases (bem) resumidos, o climax acontece justamente quando os autores expõe cases mundiais, regionais e nacionais tanto da Rapp Collins quanto da Rapp Digital, deixando bem claro que o marketing direto alcança resultados tanto na versão de papel quanto na versão online.
Certamente uma leitura de peso para qualquer profissional de comunicação!
Acesse o site do livro: www.marketingderesultados.com.br