O UaiSEO 2011 foi um exemplo de evento de SEO. Nesta terceira edição, o evento amadureceu, se profissionalizou e alcançou um nível bastante alto em diversos aspectos:

  • A grade de palestras foi muito bem montada e apresentou um excelente nível de complementaridade
  • O cronograma foi cumprido à risca. Ninguém estourou o horário (exceto eu, que extrapolei em 1,5 minuto)
  • Com palestras de 45 minutos, foi possível montar uma grade de 8 palestras num único dia, ampliando a variedade de temas (para um evento de 1 dia só, foi excelente!)
  • O Hotel escolhido tinha estacionamento, estrutura para receber e um auditório fantástico, com 3 telões (!)
  • A galera da Seleto Marketing Digital se lembrou de detalhes essenciais, como tomadas distribuídas ao longo de todo o auditório (isso é uma reclamação constante nos eventos)
  • A internet contratada deu conta do recado. Todos sabem que banda é um problema no Brasil e quase todos os eventos falham neste quesito. É óbvio que não dá para esperar uma velocidade igual à de casa ou do escritório, mas eu subi minha apresentação na hora e não falhou, subiu bem rápido
  • Os coffee-breaks deram um show, com variedade, qualidade e quantidade de sobra. Foi um aspecto altamente elogiado
  • O preço do evento foi super acessível

O Alberto André está de parabéns, conseguiu realizar um evento regional de SEO que certamente está os 3 melhores já realizados no Brasil nestes últimos 3 anos.

Me esforcei para levar um conteúdo de um bom nível e fazer valer o convite do Alberto para dividir o palco com caras que literalmente me ensinaram o que sei. Foi uma grande honra fazer parte de uma grade com tanta gente de primeira linha no SEO nacional. Agora talvez fique menos difícil responder à pergunta: “O que é conteúdo de qualidade, afinal?”

Compartilhei a apresentação no meu SlideShare:

PS: show a parte foi dividir o quarto com o @guanabara e o @gustavobacchin, chorei de rir com esses caras!

PS2: para fechar com chave de ouro, o @digowars da Buscar SEO deu um churras no domingo, coisa fina.

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Neste último final de semana tive o prazer de participar do OlhóSEO, evento regional de SEO que aconteceu dias 13 e 14 de maio em Florianópolis.

Falei sobre estratégias de Conteúdo para SEO, tema que acaba sendo pouco explorado entre os profissionais da área.

O conteúdo da palestra está disponível para download no SlideShare e pode ser visto online:

Veja outras palestras no meu SlideShare.

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SEOcamp FMDS 2010Em 2009 o SEOcamp reuniu uma parte da elite brasileira do SEO em Curitiba, dentro da segunda edição do FMDS.

Agora em 2010 o evento cresceu em estrutura e em importância. Quase 70% do público do FMDS viu as palestras de SEO, as únicas em que o povo se acomodou no chão até lotar a sala e ainda tinha gente nos corredores tentanto escutar os palestrantes.

Além de trazer novos palestrantes de SEO, o SEOcamp também foi inovador num formato informal de discussão, que eu não vi em outros eventos de SEO: a Desconferência. Foram 2 no sábado, uma no final da manhã e outra no início da tarde, reunindo boa parte do pessoal de SEO que estava no evento.

Tiramos muitas fotos no evento, as melhores estão no álbum SEOcamp 2010 no Flickr.

Tive a honra e o prazer de poder fazer uma palestra no evento, sobre SEO para Pequenas e Médias Empresas.

Quero agradecer ao Mauricio Zane, organizador do SEOcamp, pela oportunidade e pela confiança. O Maurício foi sensacional na organização e reuniu um time de peso (literalmente a julgar por mim, pelo Gabriel Soto e o Marcelo Ribeiro…).

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Um tweet do Bruno Torres ontem e algumas reações a ele me puseram a pensar nesse assunto novamente. Uma das boas reações foi um post da @renatatr, que vale a pena ler. Por várias vezes me vi explicando o que é SEO para clientes e vê-los fazer confusões naturais com outras áreas, por isso acho  importante pensar no que é SEO e no que não é SEO.

Alguns profissionais de SEO defendem uma abordagem bastante direta, focada e eventualmente taxada de tecnicista: SEO é Otimizar um Site para Buscadores, ou seja, configurar, ampliar e melhorar os aspectos técnicos do site para que o buscador o entenda melhor, e ponto final.

Nesta abordagem, fala-se muito do lado técnico do SEO:

  • HTML semântico bem escrito e estruturado de forma lógica, com códigos CSS, Javascript e jQuery em arquivos externos, deixando no HTML somente o conteúdo puro
  • robots.txt formatado e escrito de maneira correta
  • Geração de sitemaps.xml para sites grandes, ajudando os bots a acharem as páginas e as rastrearem
  • Meta dados formatados corretamente e sem excessos (como meta keywords, praticamente inúteis atualmente)
  • Uso de microformatos para dados estruturados, que permitem a geração de rich snippets nas SERP’s

Existem outros aspectos técnicos que merecem atenção, mas a lista já exemplifica bem o que chamei de “SEO técnico”.

Porém, como SEO não é uma disciplina isolada do mundo e interage com outras áreas, fala-se muito também do lado estratégico do SEO, que tangencia áreas como Usabilidade, Webwriting, Arquitetura da Informação, Marketing e dezenas de outras disciplinas cujos próprios limites não são totalmente exatos.

Um dos clássicos gráficos do Nathan Shedroff tentando classificar a área de Experiência do Usuário é um bom exemplo do quanto é difícil classificar uma área multisciplinar:

Domínios da experiência do usuário - Nathan Shedroff

Em SEO acontece o mesmo problema. Ao mesmo tempo em que o conhecimento técnico é fundamental, a atuação integrada com áreas correlatas é substancialmente importante para ter sucesso.

No SEOcamp 2009 ouvi pela primeira vez alguém falar sobre CRO (Conversion Rate Optimization), quando o Kavinski deu a palestra do sábado. Desde então ouvi falar cada vez mais de CRO e integração de SEO com outras áreas. Nem é questão de afrescalhar a discussão e chamar isso de “tendência”, é uma coisa quase óbvia: você precisa saber o que fazer com os visitantes depois que ele chegam ao site!

Eu não vejo como escopo de SEO tratar de usabilidade, arquitetura da informação e webwriting, por outro não consigo mais ver arquitetura da informação e webwriting sem pensar em SEO. Até dá para imaginar SEO feito sem AI e webwriting, mas o contrário já é impossível para mim.

Da mesma forma, é impossível fazer SEO sem bons conhecimentos em WebAnalytics. Você não precisa dominar o G. Analytics como o @DiogenesPassos, mas sem análise de dados de tráfego SEO é quase… nada.

Então, voltemos ao problema original. O que é SEO e o que não é SEO?

SEO envolve todo o processo de uma busca:

Grafico SEO: antes, durante e depois

Antes da busca: a tomada de decisão do usuário: o que buscar, qual buscador usar, qual palavra digitar.

A conversão na interface de busca: o momento de ouro do SEO. Posição do site no ranking e texto da snippet fazem toda a diferença.

Pós-clique: depois que o usuário acessa o site, as diversas formas de gerar uma conversão.

É no pós-clique que a maioria das confusões começa. SEO pode ajudar a melhorar até a usabilidade do site, mas não é seu escopo de trabalho. Já arquitetura de informação interfere no SEO, portanto é escopo de trabalho. Não que o SEO vá fazer a arquitetura do site, mas por vezes precisará alterá-la, ampliá-la e até mesmo canonizar páginas que precisam estar duplicadas.

É aí que mora o perigo: quando SEO e outras áreas interagem, mas uma não interfere na outra, a tendência é que não surjam problemas no processo de desenvolvimento e manutenção do projeto. Mas quando uma coisa interfere na outra, começam as discussões sobre o que é e o que não é escopo de cada área.

O que já é consenso é que o sucesso só é alcançado com interação positiva: bom design, boa arquitetura, bom conteúdo, boa navegação. Sem interação positiva, é bom se preparar para longas discussões sobre o que é SEO… de novo.

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Não é novidade para ninguém o boom do mercado de Search Marketing no Brasil. Em 2009 e 2010 este mercado se consolidou, tomou rumos e ganhou a mídia. O gráfico do Google Trends serve de exemplo para ilustrar:

Já faz algum tempo, profissionais mais experientes começaram a disseminar em português boas práticas que já são comuns nos mercados mais maduros, principalmente o mercado americano, que se não me engano, concentra 75% das verbas de search no mundo.

Ainda que essa disseminação de conhecimento seja feita de forma (quase sempre) individual e muitas vezes heróica, o volume cresceu bastante nos últimos 2 anos. Acompanhando diversas fontes via RSS e Twitter, qualquer profissional que esteja tomando pé da área de Search Marketing se sentirá inundado de informações e – eventualmente – poderá ser influenciado por alguns charlatões.

Compartilho abaixo alguns textos e citações relevantes de conteúdos que pintaram no mundo do Marketing de Busca em junho e julho, e que acho que merecem atenção.

Marketing Político Digital: José Serra x Dilma (case Google Insights)
Este texto do Domício usa ferramentas do próprio Google para analisar volumes de busca e tenta prever, assim como foi feito nos Estados Unidos, que será o ganhador do pleito de 2010. Vale a pena ler com atenção e ver como ele usa as ferramentas. Para quem é novo na área, vai ajudar a planejar e escolher palavras-chave para projetos de marketing de busca.

CTR como Fator de Rankeamento?
Este texto do Cassiano discutindo a questão “Posição no Ranking X Tráfego para o Site”, a partir do CTR. É uma reflexão bastante interessante e merece a leitura. O Cassiano é um dos desbravadores do search no Brasil e jogo no time de quem divulga informações confiáveis.

Entrevista com especialista em link building Garrett French
A Paula Albocino é uma brasileira que vive em Londres e também colabora com o Brasil SEO. Nesta entrevista com o Garrett French ela desmistifica algumas coisas sobre Link Building, uma das áreas mais controversas e delicadas do SEO.

Qualidades necessarias para ser um bom SEO?
Não poderia faltar o Fórum de Ajuda do Google para Webmasters, a maior comunidade de Webmasters em português para discutir problemas comuns entre administradores de sites, atualmente com quase 4.000 discussões no histórico. Este tópico recebeu muitos bons posts e vale a pena ser lido!

18 Livros sobre SEO e Marketing Digital Gratuitos
A Núbia Souza selecionou 18 livros em Inglês e Português que podem ser lidos no Google Books. Uma boa dica para quem estudar sem gastar um centavo!

Também destaquei 3 tweets relevantes, publicados por 2 Googlers, ambos do Google Search Quality. O Pedro e o Ariel são conhecidos da comunidade de SEO brasileira e interagem bastante via Twitter, eventualmente dando dicas e até alfinetadas em quem se arrisca a fazer bobagem.

SEO Tip: Avoid

Esta dica do Ariel esclarece uma questão antiga de SEO, sobre usar imagens para substituir texto, mas mantendo o HTML com o texto, o que melhoraria o ranking para as palavras-chave destacadas. O Ariel deixa bem evidente que é arriscado fazer isso e que deve ser evitado.

Cabe a cada um decidir SE e QUANDO usar, mas tendo ciência de que há algum risco envolvido. Na mesma hora o pessoal reagiu no Twitter, fazendo perguntas e brincadeiras, e o Ariel prontamente esclareceu, quem quiser pode acessar a timeline dele clicando na imagem acima.

Em vez de investir tempo escrevendo para sites de artigos, invista tempo no seu próprio conteúdo!

“O Conteúdo é Rei”. O Pedro Dias enfatizou isso com este tweet, desencorajando quem investe tempo divulgando textos em vários sites para ganhar links (parte do trabalho de Link Building) e estimula a criação de conteúdo próprio, indicando que a longo prazo, quem quer ganhar mais e melhores rankings o faz produzindo conteúdo útil ao invés de divulgar conteúdo duplicado em sites de artigos.

SEO nº2, as long as you keep copying SEO nº1 you will always be nº2 #beoriginal #becreative :^)

Este tweet foi uma cutucada bem sutil e bem humorada, bem ao estilo do Pedro Dias. Se você copia tudo que o site em primeiro lugar faz, continuará sendo o segundo colocado. Para ser o primeiro, precisa inovar e fazer melhor! Nas duas hashtags, o Pedro ainda recomenda: “Seja original, seja criativo”.

Seguir o Ariel e o Pedro no Twitter é uma boa, porque eles twittam bastante em português e divulgam informações oficiais, o que ajuda os menos experientes a separar o joio do trigo.

Além destas fontes, e principalmente para quem gosta de se divertir enquanto estuda, há o SearchCast. O SearchCast é um podcast só de Search, criado pelo Tiago M. S. Luz, o Doc. Se for escutar no trabalho, use fones de ouvido, porque tanto o Doc quanto os convidados falam palavrões à rodo e a conversa é bem descontraída. O programa já passou da edição 40, o que significa que quem chegou agora tem, no mínimo, 40 horas de programação sobre search para ouvir. Se você conseguir ouvir 2 podcasts por dia (um de manhã e um à tarde, por exemplo) em um mês dá para ouvir todos.

E, antes de terminar, cabe lembrar que dias 28 e 29 de julho acontece em São Paulo o SearchLabs, maior evento de Marketing de Busca já realizado no Brasil. A inscrição custa em torno de R$ 500,00 e pode ser paga em 12 parcelas. Aliás, tanto o Pedro Dias quanto o Ariel Lambrecht virão para palestrar no evento, imperdível!

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O texto abaixo é um tradução livre do texto publicado hoje pela Vanessa Fox no Search Engine Land.

Vanessa faz comentários sobre mudanças recentes no Google que afetam tráfego de buscas com maior quantidade de palavras-chave.

IMPORTANTE: O trecho em itálico no 4º parágrafo havia sido erroneamente traduzido e foi corrigido.

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O Google fez entre 350 e 550 mudanças nos seus algoritmos de busca orgânica em 2009. Esta é uma das razões pelas quais eu recomendo que os proprietários de sites não fiquem demasiadamente preocupados com fatores específicos de classificação no ranking. Se você amarrar a construção do seu site a qualquer sinal percebido de um algoritmo, estará à mercê de constantes ajustes do Google. Estas mudanças são um motivo freqüente pelo qual o próprio Google minimiza atualizações do algoritmo. Concentre-se no que o Google está tentando realizar, uma vez que refina as coisas (as mais relevantes, resultados úteis possíveis para os pesquisadores) e você geralmente evita turbulência demais no seu tráfego de pesquisa orgânica.

No entanto, por vezes, uma mudança do algoritmo do Google é substancial o suficiente para que mesmo aqueles que não gastam muito tempo focando nos algoritmos possam percebê-las. Esse parece ser o caso para  aqueles com quem conversei no Webmaster World na atualização chamada de “Mayday”. Na semana passada, no Google I/O, eu estava em um painel com o Googler Matt Cutts, que disse, quando perguntado durante a Q&A: “esta é uma mudança no algoritmo do Google, procurando por sites de qualidade superior para refletir melhor as consultas de cauda longa. Ele passou por testes rigorosos e não será revertido.”

Perguntei  ao Google para obter mais detalhes e eles me disseram que era uma mudança de rankings, não no  rastreamento ou uma alteração na indexação, o que parece implicar que sites com menos tráfego ainda tenham suas páginas indexadas, mas algumas dessas páginas não são mais rankeadas altamente como antes. Baseado no comentário de Matt, essa mudança impacta no tráfego de “cauda longa”, que geralmente é de mais consultas vindas de poucas pessoas de forma individual, mas em conjunto podem fornecer uma grande percentagem de tráfego.

Essa mudança parece ter impactado principalmente sites muito grandes com páginas de “itens” que não têm muitos links individuais dentro deles, podem ser vários cliques da home-page, e podem não ter conteúdo exclusivo e de valor substancial acrescentado sobre eles. Por exemplo, sites de comércio eletrônico muitas vezes têm esta estrutura. As páginas de cada produto não são suscetíveis a atrair os links externos e a maioria dos conteúdos são importados de um banco de dados do fabricante. Naturalmente, como com qualquer alteração que resulte em tráfego para alguns sites, em outros locais a experiência será oposta. Baseado no comentário de Matt no Google I/O, as páginas que estão agora rankeando bem para essas consultas de cauda longa são de sites de “qualidade superior” (ou talvez sejam de páginas de  “qualidade superior”).

Minha especulação completa é que talvez os algoritmos de relevância foram amarrados um pouco. Antes, as páginas que não têm sinais de alta qualidade poderiam ainda se classificar bem, se tivessem sinais de alta relevância. E, talvez, agora, os sinais de alta relevância não tenham tanto peso na classificação, se a página não tiver sinais de qualidade adequados.

O que um proprietário de site pode fazer? Pode ser difícil criar conteúdo atraente e atrair links para esses tipos de páginas. Minha melhor sugestão para aqueles que foram atingidos por isso é isolar um conjunto de consultas para que o site que agora está recebendo menos tráfego e confira os resultados da pesquisa para ver quais páginas estão rankeando ao invés das suas. Quais as qualidades que eles têm para fazê-los ser vistos como tão valiosos? Por exemplo, eu não tenho nenhuma maneira de saber como a amazon.com tem sido exposta durante essa atualização, mas eles fizeram um bom trabalho individual de fazer páginas únicas com conteúdo de item copiados de bases de dados do fabricante e atraente com a adição de conteúdo como opiniões de usuários. Eles criaram links internos bastante robustos (e com bons textos âncora) usando a  estrutura de coisas como itens recomendados e listas. E atraem links externos com características tais como o widget “meus favoritos”.

A partir da sessão de discussão no Google I/O, esta é provavelmente uma mudança a longo prazo e assim que se seu site tenha sido impactado por ela, é provável que você queira fazer algum pensamento criativo em torno de como você pode fazer esses tipos de páginas mais valiosas (o que deve aumentar o envolvimento dos usuários e a conversão também).

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Agradecimentos ao Google Translate, ao Vinicius Medeiros e a um amigo que pediu para não ser identificado pela colaboração na tradução rápida do texto. O objetivo de traduzi-lo foi fomentar a discussão destas mudanças no Fórum para Webmasters do Google.

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O mercado brasileiro de Marketing de Buscas cresceu muito de 2008 para 2010. Para ajudar aqueles que querem entrar neste mercado, fiz um levantamento da literatura sobre SEM e SEO disponível em português:

Livro: A Arte de SEO – Dominando a Otimização dos Mecanismos de Busca
Autor: Eric Enge, Stephan Spencer, Rand Fishkin, Jessie C. Stricchiola
Preço: de R$ 75 a R$ 90
Páginas: 656
Editora: O’Reilly (publicado no Brasil pela Novatec)
Onde encontrar: Submarino
Livro: Guerreiro SEO
Autor: John I. Jerkovic
Preço: de R$ 75 a R$ 95
Páginas: 512
Editora: O’Reilly (publicado no Brasil pela Novatec)
Onde encontrar: Submarino

Livro: SEO: Otimização Para Mecanismos de Busca – Bíblia
Autor: Jerri L. Ledford
Preço: de R$ 55 a R$ 75
Páginas: 400
Editora: Alta Books
Onde encontrar: Submarino

Livro: SEO Otimização de Sites: Aplicando Técnicas de Otimização de Sites com Abordagem Prática
Autor: Erick Formaggio
Preço: de R$ 35 a R$ 55
Páginas: 240
Editora: Brasport
Onde encontrar: Submarino

Livro: Construindo Websites que Todos Encontram!
Autor: Aaron Walter
Preço: de R$ 40 a R$ 50
Páginas: 248
Editora: Alta Books
Onde encontrar: Submarino

Livro: Otimização de Website: O Guia Definitivo
Autor: Andrew B. King
Preço: de R$ 45 a R$ 60
Páginas: 320
Editora: O’Reilly (publicado no Brasil pela Alta Books)
Onde encontrar: Submarino

Livro: Otimização da Página de Entrada: Guia Para Testar e Sincronizar
Autor: Tim Ash
Preço: de R$ 45 a R$ 60
Páginas: 344
Editora: Alta Books
Onde encontrar: Submarino

Livro: SEM e SEO: Dominando o Marketing de Busca
Autor: Martha Gabriel
Preço: de R$ 30 a R$ 45
Páginas: 168
Editora: Novatec
Onde encontrar: Submarino  

Leia a resenha sobre o Livro “SEM e SEO” de Martha Gabriel neste blog

 

Livro: Livro SEO
Autor: Paulo Rodrigo Teixeira
Preço: R$ 49,00
Páginas: 110
Editora: o próprio autor
Onde encontrar: no site do livro Leia a resenha sobre o “Livro SEO” neste blog

Há também outros livros sobre o mercado de buscas e a história do Google, que vale a pena ler:

Livro: A Busca
Autor: John Battelle
Preço: de R$ 65 a R$ 130
Páginas: 271
Editora: Campus
Onde encontrar: Submarino  

Leia a resenha do livro “A Busca” de John Battelle neste blog

Livro: Google
Autor: David Vise e Mark Malseed
Preço: de R$ 30 a R$ 40
Páginas: 349
Editora: Rocco
Onde encontrar: Submarino  

Leia a resenha sobre o livro “Google” de David Vise neste blog

Livro: Google
Autor: Janet Lowe
Preço: de R$ 45 a R$ 65
Páginas: 222
Editora: Campus
Onde encontrar: Submarino  

Leia a resenha do livro “Google” de Janet Lowe neste blog

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Para aprender como projetar, desenvolver e manter um bom site que tenha boas posições nos resultados de busca, você também pode participar do Fórum da Central de Webmasters do Google, a melhor fonte de discussão sobre o assunto em língua portuguesa (português do Brasil).

Faltou algum livro? Mais algum foi lançado? Comente!

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Fantástica esta apresentação do Rob Garner sobre projetos de sites com foco em visibilidade, com abordagem clara e estruturada.

Destaque especial para o slide 9 (vale até transformar num CheckList):

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Ontem à noite fiz uma palestra para a turma de Gestão de Marketing da UNIP Campinas.

Abaixo o SlideCast da palestra. Quem quiser pode baixar no SlideShare:

Um grande abraço e os agradecimentos ficam para o professor Gustavo Vilela, da GVilela Marketing & Design.

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A história do GoogleSubtítulo: A História do Negócio de Mídia e Tecnologia de Maior Sucesso dos Nossos Tempos
Autor: David Vise e Mark Malseed
Tempo Estimado de Leitura:
11 horas
Linguagem: Simples
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito Bom
Páginas: 349
Editora: Rocco
Lido em: Jan-Fev/2010
Onde encontrar: Submarino

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Google – A História do Negócio de Mídia e Tecnologia de Maior Sucesso dos Nossos Tempos é um livro muito bem escrito. Vise é  ganhador de um prêmio Pulitzer (o prêmio máximo do jornalismo) e jornalista no Washington Post, que patrocinou o processo de pesquisa e produção do livro. Malseed foi seu assistente de pesquisa e co-autor, conduzindo o processo de busca de informações e grande parte das entrevistas.

O livro é dividido em 26 capítulos, cada um contando uma história específica, revelando aspectos da personalidade de Larry Page e Sergey Brin, a formação da cultura corporativa do Google e os pensamentos por trás de decisões que moldaram a empresa como a conhecemos hoje.

O livro aborda o início em Stanford na sala Gates 360, o encantamento de Larry e Sergey pelo Festival Burning Man, a contratação de Eric Schmidt como CEO, a abertura de capital na bolsa, os problemas para entrar na China, o acordo com a AOL na Europa (“roubado” do Yahoo! na última hora), além de um capítulo inteiro sobre Charlie Ayers, o primeiro chef do Google e um dos grandes responsáveis pela cultura única da empresa.

Algumas passagens são tão precisas e vívidas que parece que se está ouvindo alguém que realmente viveu a história contando memórias reais.

O livro conta também a história de Matt Cutts dentro do Google, no capítulo O cara do biscoito pornô. Cutts foi quem desenvolveu o filtro SafeSearch do Google, que permite aos usuários fazer buscas sem correr o risco de ver pornografia nos resultados. Hoje Matt Cutts é o principal Relações Públicas do Google, fazendo o papel de embaixador da marca para a comunidade de tecnologia em geral (principalmente Webmasters e profissionais de SEO).

Em comparação com o livro Google de Janet Lowe, achei este aqui melhor. Em comparação com A Busca do John Battelle, é mais específico porque fala só do Google, mas é menos técnico, abordando o ponto de vista histórico e não o mercado de busca, como fez Battelle.

Para quem quer conhecer o Google por dentro mas não pode ir a Mountain View, este livro é uma boa pedida.

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PageRank nofollow

É curioso pensar que o Google nasceu de um projeto acadêmico chamado BackRub. O BackRub foi concebido para medir a quantidade de citações que um artigo acadêmico recebia. Quanto mais citações, mais importante o artigo.

Rapidamente o conceito evoluiu para mensurar o valor de uma página pela quantidade de links que ela recebia. Quanto mais links, maior o PageRank (o ranking que media o “valor” desta página pela fórmula do Google). Quanto maior o PageRank de um site, mais um link deste site valia.

Para evitar manipulações do PageRank (algumas pessoas passaram a comentar em blogs para ganhar links, entre outras coisas), o Google criou uma tag chamada nofollow, que teoricamente remove o valor de um link. O link para o usuário continua sendo idêntico, mas o buscador sabe que o Webmaster que criou o link não se responsabiliza pelo site linkado a seguir ou não tem controle sobre este link, de forma que pode haver algo inesperado após o click. Isto evitava também que o site com o link fosse prejudicado caso linkasse para alguma vizinhança ruim e perdesse parte do seu PageRank.

Algumas pessoas passaram a usar o nofollow como forma de esculpir seu próprio PageRank, de forma a só linkar para si mesmo, zerando o valor dos links que iam para fora de seu site.

Agora nos vemos discutindo se devemos usar nofollow para linkar para sites que nos linkam com nofollow. Um valor essencial da web – compartilhar com um link – se perde porque as pessoas ficaram egoístas com seus PageRanks. Elas receberam links válidos e agora não querem passar para frente este valor.

É a velha história do jardim de infância: a turma toda fica de castigo até que aquele que fez algo errado assuma a culpa e se apresente. Mas ninguém o entrega, porque isso seria falta de camaradagem. Entregar o culpado faz do delator uma pessoa não confiável, mas para ser confiável é preciso ser conivente e pagar o castigo junto.

A web toda perde parte de uma ferramenta útil porque uma meia-dúzia não sabe brincar. Pior ainda é saber que há um monte de paspalhos seguindo esta meia-dúzia. A maioria das pessoas que usa nofollow tem uma breve noção da função original do seu uso e usa de forma errada.

Santos Dumont morreu deprimido depois de ver o avião sendo usado na guerra.

Eistein lamentou ao ver o uso da energia atômica para a fabricação de bombas nucleares.

Arma na mão de macaco dá nisso.

A humanidade é uma instituição falida mesmo.

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Livro: Google – Janet Lowe

17 fevereiro 2010

Google - Janet LoweSubtítulo: Google – Lições de Sergey Brin e Larry Page, os criadores da empresa mais inovadora de todos os tempos
Autor: Janet Lowe
Tempo Estimado de Leitura:
7 horas
Linguagem: Simples
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Bom
Páginas: 222
Editora: Campus
Lido em: Dez/2009
Onde encontrar: Submarino

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Janet Lowe é uma biógrafa que já escreveu sobre Bill Gates, Warren Buffett e Jack Welch. Seus livros costumam ser best-sellers de negócios. Este livro provavelmente foi mais um encomendado pela editora para ser sucesso de vendas. Por isso é que não é tão bom quanto poderia ser.

É um livro sobre negócios, baseado no Google. De todos os livros que já li sobre o Google, é a abordagem mais original, porém com o conteúdo menos excepcional.

O livro bebe na fonte de “A Busca”, do John Battelle. Vários trechos são inspirados, mas a releitura acrescenta muito pouco a alguns episódios. As notas ao final mostram um enorme trabalho de pesquisa, mas a abordagem não usa com profundidade todo o material pesquisado. Desta forma o livro ficou bom, mas não muito extenso. Sem contar as notas e glossário, são exatas 200 páginas.

É um livro fácil de ler, subdividido em dezenas de seções com pequenos trechos, o que facilita a leitura aos poucos, para quem tem horários picados.

Janet Lowe faz seu papel de biógrafa começando o livro pelas histórias pessoais de Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google. Depois de apresentar ao leitor seus heróis, parte para a caracterização do terceiro personagem, Eric Schmidt, o CEO do Google. A tradução usa a mesma expressão usada em “A Busca”, chamando o trio de administradores do Google de “triunvirato”.

Depois das apresentações começa a história em si. Sempre usando uma abordagem que procure transformar a história do Google em “lições”, a autora começa a contar sobre a idéia que deu origem ao Google, o BackRub, depois o PageRank e então o caminho tortuoso entre transformar uma ferramenta nascida num projeto acadêmico em uma empresa viável.

Depois vem a fase de crescimento pós-bolha, a abertura do capital em 2004 e aí sim o livro mostra seu valor. Depois de contar a história, Janet Lowe começa a explorar os fatores que tornam o Google tão diferente: a visão desde o início, a cultura corporativa, a administração do crescimento exponencial e a forma peculiar de lidar com a concorrência, entre outros fatores.

É esta segunda metade que faz o livro valer a pena. A autora começa a explorar melhor seu material de pesquisa e cruzar informações para chegar à conclusões próprias.

Janet Lowe tira algumas lições da história, ainda que não tão replicáveis, afinal o Google esteve no momento certo, com uma visão desafiadora e condições incomparáveis para alcançar o sucesso. Sem o conjunto das coisas, cada uma por si só não levaria muito além.

Se, além de conhecer mais sobre o Google, o leitor quer tentar entender como seus fundadores pensaram no passado e quais os caminhos tomaram, este é um bom livro.

No final das contas, é mais um livro biográfico sobre pessoas de enorme sucesso, que tentam explicar o como, sem se dar conta de que o porquê foi mais importante para estas pessoas.

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