Kindle vs. iPad > Mais uma cutucada da Amazon na Apple
22 fevereiro 2011
iPad vs. Kindle > Apple pode retirar aplicativo do Kindle da App Store do iPhone e iPad
8 fevereiro 2011
A Apple declarou guerra ao Kindle da Amazon, de vez. Segundo a matéria no Business Insider, a “Apple está tentando canalizar todos os pagamentos de bens digitais através de sua loja digital iTunes, impedindo empresas como a Amazon de vender através de canais próprios, sem dar à Apple uma parte nas vendas”.
Às vésperas do aguardado lançamento do iPad 2, é uma tacada e tanto contra a Amazon. Pelo menos por enquanto.
Uma pequena retrospectiva
O Kindle, leitor de livros digitais da Amazon foi lançado em 2007, usando tecnologia e-ink, que garante excelente contraste e imita bastante bem a impressão em papel, além de consumir pouca bateria. Desde então o Kindle se tornou o produto mais vendido da Amazon. No início, o Kindle era relativamente caro, mas conforme foram surgindo concorrentes (como o Nook da Barnes & Noble) o aparelho caiu de preço até chegar bem próximo ao preço de custo, de forma que a principal renda da Amazon vem da venda de livros digitais e conteúdos que possam ser lidos via Kindle, como jornais, que inclusive podem vender assinaturas via Amazon.

Em 2010, quando a Apple lançou o iPad, não se sabia ao certo quais mercados ele iria ocupar, mas o alvoroço foi enorme e o aparelho da Apple criou todo um segmento de mercado em menos de 8 meses. Como estratégia de competição, a Amazon baixou mais ainda o preço do Kindle e liberou aplicativos de leitura para diversas plataformas: PC, iPhone, Android, BlackBerry e inclusive o iPad. O objetivo era que o cliente Kindle pudesse ler seus livros Kindle em qualquer ambiente, comprando somente uma vez e baixando em qual device quisesse (no entanto, paga-se por cada download adicional).
Apesar de muita gente reclamar que ler no iPad não é tão confortável quanto ler no Kindle, a briga pelo mercado de conteúdo pago é grande e voraz.

- Só que ao comprar livros e conteúdos para Apps Kindle, os clientes de iPhones e iPads pagaem diretamente à Amazon e a Apple não ganha um tostão. Agora, manobra da Apple pretende que os usuários possam comprar os conteúdos fora da App também, via iTunes por exemplo, onde a Apple recebe uma gorda comissão de 30%!

Pagar 30% de comissão à Apple aumentaria os custos da Amazon consideravelmente, diminuindo a competitividade e tirando da Amazon uma das poucas armas que restou na briga com o iPad, aparelho coqueluche da Apple.
Se as tablets com Android ganharem bastante mercado em 2011 e chegarem ao ponto de serem a maioria do mercado, como está acontecendo com os SmartPhones que usam Android, a Amazon pode ter boas esperanças de continuar faturando alto com conteúdo em formato digital Kindle. Mas, se a Apple levar à cabo seu plano de restringir as vendas aos seus próprios canais, a Amazon perderá uma fatia de mercado considerável composta pelos usuários de iOS.

É esperar para ver!
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A Economia da Informação – Livro de Hal R. Varian e Carl Shapiro
2 fevereiro 2011
Livro: A Economia da Informação
Autores: Hal R. Varian e Carl Shapiro
Tempo Estimado de Leitura: 16 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 397
Editora: Campus
Lido em: Set-Dez/2010
Onde encontrar: Submarino
ou Livraria Saraiva
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A Economia da Informação – Como os princípios econômicos se aplicam à era da internet é um livro de 1999, mas se eu não soubesse disso diria que tem não mais do que 4 ou 5 anos, muito mais pelos exemplos usados do que pelo conceitos abordados. Os exemplos datam da década de 90, o que entrega a idade do livro, mas fora isso, é o livro mais atual que li em 2010.
Nçao bastasse isso, Hal Varian é hoje o economista-chefe do Google. Precisa dizer mais? O cara sabe do que fala. Veja neste vídeo abaixo o homem explicando de forma simples como o intrincado sistema econômico dos Links Patrocinados funciona:
Desde a revolução industrial os modelos econômicos não mudaram muito, apenas se ampliaram ou se encaixaram em novas escalas. Quem pensou que a internet iria mudar isso precisa ler este livro! Uma economia baseada em informação e não em produtos alcança escalas antes inimigináveis em pouquíssimo tempo, estão aí Microsoft, Wikipedia, Google, Facebook e Twitter para provar. Fundamentalmente, o processo econômico por trás do sucesso é o mesmo, a escala é que mudou.
O livro dá todas as respostas das quais a indústria da música precisava 10 anos atrás, época do boom do Napster. Uma pena é que esta mesma indústria simplesmente não quis fazer estas perguntas. Ou não se importou com as respostas.
O conceito principal que apóia o livro são os custos de produção e distribuição da informação.
Os custos de produzir informação são altos, mas os custos de distribuição são relativamente baixos. Produzir a primeira versão de um software é muito caro, mas produzir cada cópia dele tem um custo marginal diminuto, quase irrisório. Distribuir pela internet gera um custo muito próximo de zero.
Por isso Varian e Shapiro defendem que o preço a ser cobrado do consumidor da informação seja calculado com base no valor, não no custo de produção. Aqui aparece um ponto interessante para profissionais de marketing: discutir preço e valor baseado na utilidade para o cliente, não no custo de produção (alguém gritou iPod aí?).
Parece óbvio hoje, mas a bolha do mercado financeiro na internet estourou em 1999 justamente porque ninguém sabia (ou queria saber, para aproveitar a especulação) fazer esta conta. Ainda hoje os jornais estão experimentando modelos online de remuneração pelas informações que produzem. Você pode ler mais sobre isso no post A Declaração de Hamburgo mira no alvo errado.
Varian e Shapiro desenvolvem conceitos econômicos como o aprisionamento (quanto maiores os custos de troca de uma tecnologia para outra, menores as chances da troca ocorrer) e a exterioridade de rede (quanto maior uma rede de tecnologia de informação, maior o seu valor para si e para os outros usuários). O também conhecido ciclo de feedback positivo é o processo pela qual o valor da exterioridade de rede aumenta ou diminui.
Os autores demonstram que diferentes estratégias de precificação podem e devem ser usadas em momentos específicos. Para abrir um mercado, pode-se adotar um preço mais agressivo até que se atinga uma posição dominante e depois disso tirar vantagem do aprisionamento dos consumidores, dentro dos limites da lei. Pensou na TV a cabo, na banda larga, nos celulares? É isso mesmo! Primeiro as empresas “aprisionam”, depois gozam de grandes margem de lucro (e da cara do consumidor também!.
Outro conceito econômico muito relevante é que diferentes clientes veem diferentes valores na informação. Clientes amadores podem experimentar o acesso gratuito aos dados da Bolsa de Valores com atraso de 20 minutos, já profissionais e investidores maiores pagarão pelo acesso em tempo real.
Clientes que usam o Dropbox gratuito experimentam suas vantagens sem custos. Quando a necessidade aumenta, podem se dispor a pagar pelo produto. A versão mais básica é gratuita, a intermediária tem um custo X e a versão top de linha tem um custo atrativo, ainda que superior à versão intermediária.
Este tipo de estratégia diferencia o produto de acordo com a escala de uso e o valor gerado para o cliente. É economês puro, mas tem tudo haver com marketing profissional de qualidade.
Dividido em capítulos longos e detalhados, o livro é bastante denso, mas não é difícil de acompanhar. Os autores aproveitam para cruzar informações entre os capítulos, oferencendo um aprofundamento gradual conforme o leitor vai conhecendo os conceitos econômicos e seus usos na era digital.
Quando abordam os Direitos Autorais, Varian e Shapiro fazem observações bastante pertinentes sobre a dificuldade da legislação acompanhar as mudanças na sociedade.
O livro mostra, por exemplo, o comportamente radical (e doentio) da Disney, processando creches e acampamentos que usavam seus personagens, músicas e temas. Reivindicar Direitos Autorais é uma coisa, mas processar os próprios clientes é um tanto quanto idiota. Quer dizer, é bem idiota. A turma do rato orelhudo não precisa disso para se manter líder de share of market. Mas depois destas histórias, o meu share of heart com a Disney é zero.
Mas essa é só uma das muitas histórias que ilustram os conceitos de economia da informação do livro. Ao trazer a visão econômica para o mundo do marketing, fica ainda mais evidente que é preciso pensar em termos de Marketing 3.0. Mas valores, menos discurso.
Num mundo em que muitos modelos de negócio suspeitos surgem o tempo todo e muita gente diz ter receitas milagrosas para fazer dinheiro, a maior empresa de mídia do mundo, o Google, fatura com um modelo econômico que cruza 2 extremos: o preço mais baixo possível de se praticar (os centavos) e a escala mais massiva possível no planeta terra: bilhões de pessoas por dia.
Não é à toa que Hal Varian é o economista-chefe do Google. O homem soube ajudar o Google a construir um modelo de faturamento genial, numa escala até então inexistente. É ler o livro para entender como!
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Vai fundo! Gary Vaynerchuk – Livro sobre Mídias Sociais
17 janeiro 2011
Livro: Vai Fundo!
Autor: Gary Vaynerchuk
Subtítulo: O Guru das Mídias Sociais Ensina a Como Ganhar Dinheiro Fazendo o que Você Gosta
Tempo Estimado de Leitura: 4 horas
Linguagem: Simples
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Razoável
Páginas: 190 (tirando as páginas em branco e títulos, dá umas 160 na verdade)
Editora: A Negócios
Lido em: Dez/2010
Onde encontrar: Submarino![]()
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Sinceramente, eu esperava mais. Bem mais. Li comentários sobre este livro em 2 blogs diferentes no mesmo dia, ambos elogiando bastante o livro e achei que a coincidência não era à toa, resolvi ler. Começa bem mal, melhora bastante no meio e termina morno. Não sou dos mais exigentes, mas os comentários criaram uma expectativa exagerada sobre o livro.
Para começar, a qualidade de impressão da Editora A Negócios deixou a desejar (A Negócios parece ser uma marca da Nova Fronteira/Ediouro, pelo que consta junto ao ISBN do livro). Várias páginas estão fora de esquadro, impressas com 2 a 4 graus de inclinação. Duas folhas vieram grudadas, tive que passar uma régua para cortá-las. A laminação da capa também é de baixa qualidade, já veio soltando nas bordas.
Gary Vaynerchuk, autor do livro, é um veideoblogger de bastante sucesso nos Estados Unidos, o WineLibrary.tv. Com mais de 800.000 seguidores no Twitter, Vaynerchuk começou aos 16 anos trabalhando na loja de bebidas de seu pai e depois da maioridade resolveu fazer a loja crescer, se tornando uma referência no setor de vinhos nos Estados Unidos. A contracapa do livro diz que ele começou do zero, mas o próprio livro desmente esta afirmação e explica como de fato as coisas ocorreram.
Vai Fundo! soa muito mais como um livro de auto-ajuda no início do que um livro sobre mídias sociais. Todo o blablabla motivacional dos primeiro e segundo capítulos é totalmente dispensável. É um teste severo sobre quanto ego você suporta de um autor.
Por conta disso, se você quer aprender alguma coisa como fazer um blog de sucesso, comece a ler o livro na página 43, início do capítulo 3. Tenho extrema dificuldade em pular capítulos, fico com a sensação de não ter realmente lido o livro, mas ao menos metódicos e neuróticos recomendo fortemente ler só o que interessa.
Tirando os problemas na impressão e o comece auto-ajuda mequetrefe, o resto do livro passa bem. É fácil de ler e tem uma linguagem bem simples mesmo, os capítulos passam numa velocidade bem rápida.
Vaynerchuk insiste em frisar que qualquer pessoa que queira criar uma marca pessoal e falar sobre um tema deve fazer isso com paixão e muita dedicação, que demora anos até que os resultados comecem a aparecer e que o sucesso não significa ficar rico, mas que dá para ganhar algum dinheiro depois de muito esforço.
A metodologia dele é bem clara: comece escolhendo um assunto sobre o qual falaria a vida toda, produza bastante conteúdo bom, crie uma comunidade, faça com que sua marca seja relevante, vá em frente. No apêndice A, o autor retoma o passo a passo que propõe, com cerca de 18 passos. Sinceramente, alguém menos paciente pode ler só esta parte e já terá entendido a proposta do livro todo.
Considerando que é um livro fácil de ler, que não consome mais do que 4 ou 5 horas e custa na faixa de R$ 20,00, é uma leitura recomendada para iniciantes no mundo do conteúdo digital, dos blogs e das redes sociais. Se você trabalha com isso há mais de 1 ano, vai tirar pouco proveito do livro. Se trabalha há mais de 2 anos, vai aproveitar muito pouco.
Mas se você trabalha numa empresa que quer se lançar no universo das redes sociais e produzir conteúdo, este livro é para você e os profissionais que vão cuidar do seu conteúdo.
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PS: Ganhei o livro de presente no amigo secreto, da Zizi. Obrigado pelo presente!
As melhores resenhas de livros de 2010
3 janeiro 2011
2010 foi produtivo em termos de leituras. Não deu para resenhar tudo, mas o que deu já valeu a pena. Fiz um pequeno ranking das melhores resenhas:
2. A Grande Mudança – Nicholas Carr
3. A Lógica do Cisne Negro – Nassim Nicholas Taleb
4. A Vida Social da Informação – John Seely Brown e John Dugrid
6. Autenticidade – James H. Gilmore e B. Joseth Pine
7. Google – David Vise e Mark Malseed
Veja também esta lista de livros de SEO em português, com mais de 10 livros, muitos dos quais já resenhei.
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Autenticidade – Gilmore & Pine – resenha e comentários do livro
29 dezembro 2010
Livro: Autenticidade
Autores: James H. Gilmore e B. Joseph Pine
Subtítulo: Tudo que os consumidores realmente querem
Tempo Estimado de Leitura: 14 horas
Linguagem: Intermediária
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 342
Editora: Campus
Lido em: Fev a Dez/2010
Onde encontrar: Submarino![]()
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Comecei a ler este livro no Carnaval, mas parei a 1/3 do final porque não aguentava mais. O livro é bom, o tema é ótimo, mas a abordagem cansa em alguns capítulos. Como tinha títulos mais interessantes na fila, deixei este de canto até sentir vontade de retornar ao tema, o que parece ter sido uma boa decisão. Peguei o livro para terminar esta semana e em 3 horas acabei de ler o que faltava, além de revisar todos os grifos que já havia feito para retomar o contexto.
Gilmore e Pine são professores e já escreveram anteriormente pelo menos um livro juntos: O Espetáculo dos Negócios, que parece ter sido um best seller nos Estados Unidos, a julgar pelos comentários de contracapa e ao longo do livro.
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A QUESTÃO DA AUTENTICIDADE NO MARKETING
A disciplina de marketing é tanto amada quanto odiada. No Brasil, o termo “marketeiro” acabou ganhando uma conotação negativa, geralmente associado à assessores de imagem de políticos e gente que faz comunicação enganosa, maquiando produtos, serviços, empresas e pessoas para parecerem o que não são, ou melhor do que de fato são. Muito disso é um problema que rodeia a questão da autenticidade.
A questão ética fundamental do marketing é discutir a autenticidade do que se quer vender.
O marketing é a disciplina da venda. Da venda da imagem, da marca, do conceito e por fim, de um produto ou serviço. É simples assim no final das contas.
Todo o falatório posterior a isso decorre da ética (ou falta dela) de quem gere o marketing de qualquer coisa: de uma empresa, de um candidato, de uma pessoa, de um produto ou seja lá o que se quer vender.
Como muita gente está cagando e andando para a ética – desde que esteja faturando – o problema da autenticidade do que se vende se torna a decisão fundamental do profissional de marketing. E sob a pressão do mercado, muitos profissionais acabam cedendo e apelando: no começo um pouquinho, depois um pouco mais até que se dão por vencidos e aí vem o Deus nos acuda em que se encontra parte do mercado hoje.
Dito isso, não é disso que o livro trata. Mas foi isso que me interessou quando comprei o livro!
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O LIVRO EM SI
Depois de décadas vendo slogans e campanhas com palavras como: “real”, “genuíno”, “original”, “verdadeiro” e por fim “autêntico”, o público começou a se sensibilizar com relação ao que realmente é e o que só parece ser autêntico.
A abordagem dos autores é muito interessante, classificando a experiências dos consumidores com as marcas em mais autênticas ou menos autênticas, o que para muita gente parece bastar.
Depois de introduzir a questão sob este ponto de vista semântico, o bicho pega e a abordagem vai ganhando quadrantes cada vez mais complexos, dividindo a autenticidade de diversos aspectos sensoriais, emocionais, discursivos e experienciais que todos nós como consumidores percebemos, mas muitas vezes nem as próprias marcas conseguem perceber (alguns poderão se lembrar de Sem Logo, da Naomi Clein, que tangencia esta discussão, mas de um ponto de vista completamente diferente!).
Gilmore e Pine definem então uma matriz de autenticidade, que vai do Falso-Falso ao Real-Real, passando por Real-Falso e Falso-Real. Muitas vezes algumas experiências podem ter classificações diferentes dependendo do posicionamento da marca, mas vai ficando claro ao longo do livro a velha máxima:
“Você pode enganar todas as pessoas por algum tempo, vocês pode enganar algumas pessoas por todo o tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.”
Ao abordar a autenticidade de uma forma pragmática, os autores conseguem classificar os mais diversos tipos de experiências através de modelos de percepção, superando a questão da subjetividade quando se fala do que é e do que não é autêntico.
Alguns trechos do livro são realmente enigmáticos, precisam ser lidos com calma e reflexão, mas 80% do livro é de conteúdo direto e bastante exemplificado, em geral com exemplos de cases de empresas americanas.
No último 1/4 o livro toma ritmo novamente e a leitura volta a ser prazeirosa, amarrando os conceitos debatidos ao longo dos capítulos. É uma leitura bem específica, mas necessária. Recomendo para qualquer profissional de marketing como leitura obrigatória. Aos profissionais de comunicação em geral, deveria interessar. Aos profissionais de outras áreas, recomendo só se o tema for de interesse pessoal.
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iPad 2: como é a segunda geração do iPad
10 dezembro 2010
Começaram a circular rumores sobre o iPad 2, ou iPad de 2ª geração. A época é propícia porque coincide com a época do anúncio de que a Apple teria novidades em 2010 e esquenta o caldeirão para abril de 2011, quando o gadget completará 1 ano. Fofocas mais recentes apostam na chegada ainda em fevereiro de 2011.
Em dezembro de 2010 o produto começou a ser vendido oficialmente no Brasil. O preço do iPad é tabelado pela Apple e idêntico em todas as lojas, inclusive quando parcelado. Por isso, no Brasil, não faz diferença onde comprar o iPad! A versão de entrada, com 16 Gb de memória custa R$ 1.649,00 e as lojas costumam parcelar em 12 pagamentos de R$ 137,42.
Para comprar o iPad 2, recomendo o Submarino ou a Saraiva:
No começo, o iPad foi muito criticado por ser monotarefa, “limitação” que vinha do seu sistema operacional, o iOS, projetado originalmente pro iPhone, onde uma tarefa por vez fazia muito sentido. Na tela pequena de um SmartPhone é meio complicado gerenciar múltiplas tarefas.
De certa forma, ser monotarefa não era de todo mal. Como cada vez menos é possível se concentrar em uma coisa por vez, o iPad propiciava, por exemplo, a leitura imersiva, substituindo aparelhos monofunção como o Kindle, que só serve mesmo para ler. Também era útil para ver vídeos longos, que exigem atenção exclusiva, além de permitir usar aplicativos de feedback restrito, em que o toque na tela é um mecanismo suficiente de interação, literalmente, “ao toque de um dedo”. A frase é mais do que batida mas é verdade.
Tudo isso rodou agora em novembro, quando saiu o iOS 4.2, versão aprimorada do iOS que permite multitarefa. Agora dá para ler escutando um sonzinho. UAU!!! revolucionário…
A MacMagazine apostava que o iPad 2 seria assim:

O design do iPad 3 deverá ser similar ao do iPhone 4, com laterais menos cunhadas e traseira preta fosca, conforme a computação gráfica acima adianta.
O iPad 2 provavelmente terá alguns recursos a mais que faltaram no primeiro iPad:
- Entrada USB! (a primeira versão vir sem USB foi obviamente proposital, para vir na versão 2)
- Câmera digital frontal e traseira (frontal com possíveis 1.2 MP e traseira de 3.2 a 5.0 MP)
- Vídeo chamadas
- Entrada lateral para DockStation, que permite que o aparelho fique “em pé” ou “de lado” (portrait / landscape modes)
- Giroscópio 3-axis para melhorar a jogabilidade
- Maior capacidade de armazenamento, com menor preço (o preço deve cair para algo entre US$ 399 a US$ 449 no modelo de entrada)
Além disso, algumas características serão melhoradas e ampliadas:
- Caixa de som de bom desempenho
- Resolução de tela de 2048 x 1536 pixels, com tela do tipo retina
O QUE É O iPAD?
No final das contas, o iPad é mais um gadget que veio resolver problemas que não existiam antes dele, ou que pelo menos não valiam pelo menos 500 dólares para ser resolvidos. Dava para ler no Kindle, escutar música no iPod, ver vídeos no Youtube nativo dos celulares Android, fazer anotações de reunião/aula/blogar num Netbook. Aliás, dava para fazer tudo isso num Netbook, mas com um pouco menos de praticidade do que no iPad.
A HP inclusive já tinha a alguns anos um Notebook de tela pequena com tela giratória, que permitia ser fechada ao contrário, com a tela para fora, e podia ser usada para fazer tudo que o iPad faz. Só que a bateria, assim como na maioria de Notebooks/Netbooks dura pouco, no máximo 5 ou 6 horas, o tamanho era ainda um pouco grande, assim como o peso, enfim, dava pra fazer com ele tudo que o iPad faz, mesmo com menor praticidade.
No iPad, assim como em outras tablets, a bateria é otimizada para durar mais, o tamanho é uma ótima relação custo x benefício, é mais fácil de transportar, pensa bem menos e faz quase tudo. Ele não é feito para digitar, mas dá para digitar um texto nele. Digitar um livro todo seria meio idiota, mas POSSÍVEL.
PRA QUÊ SERVE O iPAD, AFINAL?
Já ouvi mais de meia dúzia de vezes a pergunta “Pra quê serve o iPad?”
Já ouvi de clientes, de familiares e de amigos. Até mesmo de amigos bastante familiarizados com tecnologia, não propriamente geeks, mas que são usuários bem escolados.
Para mim a utilidade do último lançamento da Apple é óbvia, mas a Lei do Bom Senso me provou que não.
O iPAD É SUPORTE PARA CONSUMO DE CONTEÚDO
Essa é a minha visão do iPad. É pra isso que eu julgo que ele serve. Tem gente que usa pra jogar, tem gente que usa pra fazer música, tem gente que usa pra pagar uma de descolado/inovador/pavão, eu vejo que a grande vantagem dele é carregar todos os meus arquivos de conteúdo numa birosca só.
Apresentações, livros, artigos, PDF’s diversos, vídeos, podcasts, cursos, tudo que pode ser consumido em formato digital e não precisa de grandes inputs de retorno.
Também em novembro de 2010, o Google deu mais um passo no projeto Alexandria, visando ter em suas mãos uma biblioteca maior que a de Alexandria e a do Congresso Americano, aliás, maior que qualquer biblioteca física concebível. Depois de meia décado do projeto Google Books, o Google lançou o Google eBooks, concorrente direto da Amazon no mercado de livros digitais.
O vídeo defende muito bem os argumentos de porque o iPad veio resolver um problema que não existia, fez o barulho mais alto e levou o crédito.
Como meu amigo Pablo Augusto explicou, o iPad não é o primeiro tablet do mundo. Até aí tudo bem. o Macintosh não foi o primeiro Computador Pessoal com interface gráfica e mouse, o iPod também não foi o primeiro player digital de músicas, o iPhone não foi o primeiro SmartPhone nem o Macbook Air foi o primeiro Notebook Ultrafino. Da lista, acho que só o iMac foi o primeiro computador sem fios, tudo em um.
A genialidade da Apple não está somente no grau de inovação, na capacidade de ser a primeira, mas sim na capacidade de ligar os pontos. É a capacidade de perceber o futuro, tatear um caminho e fazer o presente ser o passado do futuro que faz da gigante de Steve Jobs uma empresa excelente.
Preciso adiantar que não sou mac-maníaco. Prefiro o Android ao iPhone, por exemplo.
Os críticos da Apple também costumam argumentar que toda primeira geração de produtos Apple é ruim. Analisando sob o ponto de vista do marketing e da administração científica, discordo. Discordo muito!
Steve Jobs lança seus produtos criando um time-to-market imbatível. Ao invés de lançar produtos perfeitos, lança produtos suficientemente bons, mas surpreendentes em algum aspecto relevante. O Macintosh tornou a computação pessoal acessível fora do meio científico e técnico. O iPod levou o mercado de música pro iTunes e fez o todo o mundo da música caber no bolso. O Mac Air não era o mais rápido, nem tinha o maior armazenamento, mas era fino paca. Cortaram até bolo com um Mac Air.
Esse time-to-market é que faz a Apple ter uma imagem de empresa extremamente inovadora, mesmo não lançando produtos perfeitos. Eles chegam primeiro, colhem as opiniões dos heavy-users e depois lançam uma segunda geração, esse sim, fenomenal. E mais barata. A segunda geração de produtos Apple chega a ser 40% mais barata que a primeira geração, mesmo sendo muito melhor.
Voltando ao iPad, ele é um consumidor nato. Consome de tudo. Agora, na segunda geração, o iPad 2 trará algumas novidades relativamente simples, mas que se justificam por terem custo baixo e poderem ser úteis.
A câmera, por exemplo. Além de permitir conferências, a geração 2 do iPad permitirá mais consumo de informação ainda. Imagine fotografar um texto, como algumas páginas impressas das quais não se tem um original digital, e depois ler na tela de 10 polegadas. Se a câmera tiver boa resolução, dá até para usar um OCR e digitalizar o texto. E as correções podem ser feitas com o teclado virtual mesmo. Útil né?
Filmar, editar e subir vídeos também. O iPhone 3 veio com uma solução de edição de vídeo fantástica, mas a tela é relativamente pequena. No iPad, esta limitação vaporiza.
E A CONCORRÊNCIA?
Saiu uma pesquisa sobre qual eReader as pessoas pretendiam comprar nos próximos 90 dias, considerando a data de nov/2010. O iPad levou 42% dos votos, o Kindle 33% e Nook/Sony Reader somaram só 5% do total.

Mesmo no seu próprio território, o Kindle perde do iPad. Razões para isso: o Kindle é monofunção, o iPad não. O Kindle tem um design funcional, prático, o iPad é bonito e cheio do charme da Apple. Com o Kindle só dá pra ler. Já com o iPad…
O Kindle ainda tem uma vantagem no bolso: dá pra ler em qualquer luz, mesmo sob o sol. A tela do iPad reflete. Como trunfo, a Amazon resolveu reforçar seu nicho e fez piada com isso:
A piada é boa, sem dúvida. Mas não vai mudar a realidade: a Apple ganhou notoriedade novamente re-criando todo um segmento de mercado. Esse segmento vai dobrar de tamanho de 2011 e de novo em 2012.
Boa hora para pensar em conteúdo, não?
Para comprar o iPad:
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