iPad 2: como é a segunda geração do iPad
10 dezembro 2010
Começaram a circular rumores sobre o iPad 2, ou iPad de 2ª geração. A época é propícia porque coincide com a época do anúncio de que a Apple teria novidades em 2010 e esquenta o caldeirão para abril de 2011, quando o gadget completará 1 ano. Fofocas mais recentes apostam na chegada ainda em fevereiro de 2011.
Em dezembro de 2010 o produto começou a ser vendido oficialmente no Brasil. O preço do iPad é tabelado pela Apple e idêntico em todas as lojas, inclusive quando parcelado. Por isso, no Brasil, não faz diferença onde comprar o iPad! A versão de entrada, com 16 Gb de memória custa R$ 1.649,00 e as lojas costumam parcelar em 12 pagamentos de R$ 137,42.
Para comprar o iPad 2, recomendo o Submarino ou a Saraiva:
No começo, o iPad foi muito criticado por ser monotarefa, “limitação” que vinha do seu sistema operacional, o iOS, projetado originalmente pro iPhone, onde uma tarefa por vez fazia muito sentido. Na tela pequena de um SmartPhone é meio complicado gerenciar múltiplas tarefas.
De certa forma, ser monotarefa não era de todo mal. Como cada vez menos é possível se concentrar em uma coisa por vez, o iPad propiciava, por exemplo, a leitura imersiva, substituindo aparelhos monofunção como o Kindle, que só serve mesmo para ler. Também era útil para ver vídeos longos, que exigem atenção exclusiva, além de permitir usar aplicativos de feedback restrito, em que o toque na tela é um mecanismo suficiente de interação, literalmente, “ao toque de um dedo”. A frase é mais do que batida mas é verdade.
Tudo isso rodou agora em novembro, quando saiu o iOS 4.2, versão aprimorada do iOS que permite multitarefa. Agora dá para ler escutando um sonzinho. UAU!!! revolucionário…
A MacMagazine apostava que o iPad 2 seria assim:

O design do iPad 3 deverá ser similar ao do iPhone 4, com laterais menos cunhadas e traseira preta fosca, conforme a computação gráfica acima adianta.
O iPad 2 provavelmente terá alguns recursos a mais que faltaram no primeiro iPad:
- Entrada USB! (a primeira versão vir sem USB foi obviamente proposital, para vir na versão 2)
- Câmera digital frontal e traseira (frontal com possíveis 1.2 MP e traseira de 3.2 a 5.0 MP)
- Vídeo chamadas
- Entrada lateral para DockStation, que permite que o aparelho fique “em pé” ou “de lado” (portrait / landscape modes)
- Giroscópio 3-axis para melhorar a jogabilidade
- Maior capacidade de armazenamento, com menor preço (o preço deve cair para algo entre US$ 399 a US$ 449 no modelo de entrada)
Além disso, algumas características serão melhoradas e ampliadas:
- Caixa de som de bom desempenho
- Resolução de tela de 2048 x 1536 pixels, com tela do tipo retina
O QUE É O iPAD?
No final das contas, o iPad é mais um gadget que veio resolver problemas que não existiam antes dele, ou que pelo menos não valiam pelo menos 500 dólares para ser resolvidos. Dava para ler no Kindle, escutar música no iPod, ver vídeos no Youtube nativo dos celulares Android, fazer anotações de reunião/aula/blogar num Netbook. Aliás, dava para fazer tudo isso num Netbook, mas com um pouco menos de praticidade do que no iPad.
A HP inclusive já tinha a alguns anos um Notebook de tela pequena com tela giratória, que permitia ser fechada ao contrário, com a tela para fora, e podia ser usada para fazer tudo que o iPad faz. Só que a bateria, assim como na maioria de Notebooks/Netbooks dura pouco, no máximo 5 ou 6 horas, o tamanho era ainda um pouco grande, assim como o peso, enfim, dava pra fazer com ele tudo que o iPad faz, mesmo com menor praticidade.
No iPad, assim como em outras tablets, a bateria é otimizada para durar mais, o tamanho é uma ótima relação custo x benefício, é mais fácil de transportar, pensa bem menos e faz quase tudo. Ele não é feito para digitar, mas dá para digitar um texto nele. Digitar um livro todo seria meio idiota, mas POSSÍVEL.
PRA QUÊ SERVE O iPAD, AFINAL?
Já ouvi mais de meia dúzia de vezes a pergunta “Pra quê serve o iPad?”
Já ouvi de clientes, de familiares e de amigos. Até mesmo de amigos bastante familiarizados com tecnologia, não propriamente geeks, mas que são usuários bem escolados.
Para mim a utilidade do último lançamento da Apple é óbvia, mas a Lei do Bom Senso me provou que não.
O iPAD É SUPORTE PARA CONSUMO DE CONTEÚDO
Essa é a minha visão do iPad. É pra isso que eu julgo que ele serve. Tem gente que usa pra jogar, tem gente que usa pra fazer música, tem gente que usa pra pagar uma de descolado/inovador/pavão, eu vejo que a grande vantagem dele é carregar todos os meus arquivos de conteúdo numa birosca só.
Apresentações, livros, artigos, PDF’s diversos, vídeos, podcasts, cursos, tudo que pode ser consumido em formato digital e não precisa de grandes inputs de retorno.
Também em novembro de 2010, o Google deu mais um passo no projeto Alexandria, visando ter em suas mãos uma biblioteca maior que a de Alexandria e a do Congresso Americano, aliás, maior que qualquer biblioteca física concebível. Depois de meia décado do projeto Google Books, o Google lançou o Google eBooks, concorrente direto da Amazon no mercado de livros digitais.
O vídeo defende muito bem os argumentos de porque o iPad veio resolver um problema que não existia, fez o barulho mais alto e levou o crédito.
Como meu amigo Pablo Augusto explicou, o iPad não é o primeiro tablet do mundo. Até aí tudo bem. o Macintosh não foi o primeiro Computador Pessoal com interface gráfica e mouse, o iPod também não foi o primeiro player digital de músicas, o iPhone não foi o primeiro SmartPhone nem o Macbook Air foi o primeiro Notebook Ultrafino. Da lista, acho que só o iMac foi o primeiro computador sem fios, tudo em um.
A genialidade da Apple não está somente no grau de inovação, na capacidade de ser a primeira, mas sim na capacidade de ligar os pontos. É a capacidade de perceber o futuro, tatear um caminho e fazer o presente ser o passado do futuro que faz da gigante de Steve Jobs uma empresa excelente.
Preciso adiantar que não sou mac-maníaco. Prefiro o Android ao iPhone, por exemplo.
Os críticos da Apple também costumam argumentar que toda primeira geração de produtos Apple é ruim. Analisando sob o ponto de vista do marketing e da administração científica, discordo. Discordo muito!
Steve Jobs lança seus produtos criando um time-to-market imbatível. Ao invés de lançar produtos perfeitos, lança produtos suficientemente bons, mas surpreendentes em algum aspecto relevante. O Macintosh tornou a computação pessoal acessível fora do meio científico e técnico. O iPod levou o mercado de música pro iTunes e fez o todo o mundo da música caber no bolso. O Mac Air não era o mais rápido, nem tinha o maior armazenamento, mas era fino paca. Cortaram até bolo com um Mac Air.
Esse time-to-market é que faz a Apple ter uma imagem de empresa extremamente inovadora, mesmo não lançando produtos perfeitos. Eles chegam primeiro, colhem as opiniões dos heavy-users e depois lançam uma segunda geração, esse sim, fenomenal. E mais barata. A segunda geração de produtos Apple chega a ser 40% mais barata que a primeira geração, mesmo sendo muito melhor.
Voltando ao iPad, ele é um consumidor nato. Consome de tudo. Agora, na segunda geração, o iPad 2 trará algumas novidades relativamente simples, mas que se justificam por terem custo baixo e poderem ser úteis.
A câmera, por exemplo. Além de permitir conferências, a geração 2 do iPad permitirá mais consumo de informação ainda. Imagine fotografar um texto, como algumas páginas impressas das quais não se tem um original digital, e depois ler na tela de 10 polegadas. Se a câmera tiver boa resolução, dá até para usar um OCR e digitalizar o texto. E as correções podem ser feitas com o teclado virtual mesmo. Útil né?
Filmar, editar e subir vídeos também. O iPhone 3 veio com uma solução de edição de vídeo fantástica, mas a tela é relativamente pequena. No iPad, esta limitação vaporiza.
E A CONCORRÊNCIA?
Saiu uma pesquisa sobre qual eReader as pessoas pretendiam comprar nos próximos 90 dias, considerando a data de nov/2010. O iPad levou 42% dos votos, o Kindle 33% e Nook/Sony Reader somaram só 5% do total.

Mesmo no seu próprio território, o Kindle perde do iPad. Razões para isso: o Kindle é monofunção, o iPad não. O Kindle tem um design funcional, prático, o iPad é bonito e cheio do charme da Apple. Com o Kindle só dá pra ler. Já com o iPad…
O Kindle ainda tem uma vantagem no bolso: dá pra ler em qualquer luz, mesmo sob o sol. A tela do iPad reflete. Como trunfo, a Amazon resolveu reforçar seu nicho e fez piada com isso:
A piada é boa, sem dúvida. Mas não vai mudar a realidade: a Apple ganhou notoriedade novamente re-criando todo um segmento de mercado. Esse segmento vai dobrar de tamanho de 2011 e de novo em 2012.
Boa hora para pensar em conteúdo, não?
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