Conectado – Juliano Spyer – Resenha do livro
21 novembro 2010
Autor: Juliano Spyer
Subtítulo: O que a internet fez com você e o que você pode fazer com ela
Tempo Estimado de Leitura: 12 horas
Linguagem: Simples
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 254
Editora: Zahar Editor
Lido em: Jun a Nov/2010
Onde encontrar: Submarino![]()
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Muita gente talvez conheça o Juliano Spyer pelo seu Twitter: @jasper, que tem mais de 5.000 seguidores, ou pelo livro digital Para Entender a Internet, que é um case de e-book brasileiro, com cerca 3.000 downloads na primeira semana.
Mas o trabalho dele com a internet e a interação com mídias sociais é anterior à explosão do Twitter (2007/08 nos EUA e 2009/10 no Brasil) e anterior ao Para entender…, e é sobre esta experiência reunida ao longo dos anos que este livro trata.
Conectado é um livro sobre a internet. Sobre TUDO na internet. Sobre interação, mídia, colaboração, pessoas, vídeos, conteúdo, jornalismo, futuro, enfim, de tudo um pouco, com a profundidade necessária para não deixar alguém mais escolado com tédio ou por outro lado deixar um iniciante boaindo. É na medida.
Quando conheci o trabalho do Juliano, nem sabia que ele já havia publicado o livro. Mas quando entrei no site da Editora Zahar e vi o livro lá, decidi comprá-lo antes de saber qualquer outra informação à respeito.
Explico: anos atrás li um livro excelente chamado Guerra & Vinho (resenha aqui no blog), um livro-reportagem sobre como os franceses enconderam seus melhores vinhos dos nazistas durante a II Guerra Mundial (é um livro excelente e uma puta dica de presente de Natal, aliás).
Guerra & Vinho também foi publicado pela Zahar, fiquei admirado com a qualidade do livro, não só editoral mas gráfica: tradução esmerada, impressão primorosa, papel de alta qualidade e uma capa que se multiplica por dentro do livro. A partir daí comecei a sempre olhar com mais cuidado os livros publicados pela Zahar, entendendo que não publicam qualquer coisa, é preciso ter um bom livro para ser publicado por eles. Quando vi que o Juliano havia sido editado pensei: “este livro deve ser bom!”
Não deu outra: o livro é bom mesmo.
Comecei a lê-lo ano passado, mas parei por conta de outras leituras e projetos. Numa viagem em junho retomei e fui lendo aos poucos. Só terminei agora em novembro, por razões pessoais. Por isso o consumo de horas apontado acima está meio exagerado, lendo de uma tacada só dá para ler bem mais rápido.
Dividido em 18 capítulos, Conectado é a reunião da experiência do autor com dezenas de projetos na internet desde os anos 90.
O livro é dividido em 3 partes e seus capítulos auto-explicativos:
- Teoria e Tecnologia
- De muitos para muitos
- Economia da colaboração
- Chats e comunicadores instantâneos
- Fóruns e listas de discussão
- Blog e wiki
- Agregadores de conteúdo, folksonomia e networking social
- Algoritmos sociais e automoderação
- Prática
- Cultivando comunidades virtuais
- Breve introdução à “ciência oculta” da produção de sites
- Cross-mídia – conectando rádio e internet
- Sugestões para projetos colaborativos
- Casos e Debates
- Teoria posta em prática
- Causas Sociais, ativismo e governança
- Negócios em rede
- Existe educação colaborativa?
- Impactos da rede na mídia
- Efeitos colaterais da sociedade interconectada
- Internet – destino ou desafio?
A experiência com os projetos Leia Livro e Viva São Paulo (entre outros) fez do Juliano o cara certo para falar sobre mídias sociais, mas não com aquele enfoque batido que só usa mídias sociais para falar de… mídias sociais. A análise vai mais fundo e descreve como a web realmente afeta as relações entre as pessoas e como faz isso numa escala gigantesca.
Apesar de ser um livro impresso, com todos os custos de produção, direitos autorais e edição que isso gera, é um livro muito “código aberto”.
O capítulo de sugestões de projetos tem várias idéias ótimas que qualquer um pode usar como referência para seus próprios projetos.
É um ótimo ponto de partida para quem entender melhor os conceitos de web 2.0, Creative Commons, economia da informação, inclusão digital, colaboração, reputação online, presença digital e muitos outros, mas não sabe onde entender tudo isso num só lugar, num só livro, de uma vez por todas.
No final, caso ainda fiquem dúvidas, há um amplo glossário e notas de leitura, além de indicações de outros livros de referência sobre temas similares.
Lá no início do livro, o autor deixa claro: o livro não é fruto de uma pesquisa acadêmica nem se dá ao luxo de usar as referências de um jeito muito formal, mas no final da contas, dá sim para usá-lo como uma boa referência quando se trata de explicar fenômenos e variados aspectos da vida online.
É uma grande leitura que justifica o subtítulo: O que a internet fez com você e o que você pode fazer com ela. Livrasso!
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PS: os elogios à Editora são sinceros ok? Este NÃO é um post patrocinado!
Gostou, quer mais dicas de leitura? Siga-me no Twitter: @RafaelROliveira
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Web 2.0: The Machine Is Using Us – Michael Wesch
25 março 2008
Este vídeo de Michael Wesch, professor de Antropologia Cultural na Univesidade do Kansas, não é novidade. Já foi largamente comentado e linkado em dezenas de sites e blogs, além de usar usado em salas de aula em tudo que é canto.
Por usar um ponto de vista antropológico é que foge do lugar comum tecnológico, dando esse ar de genialidade para a forma como explica a web 2.0 (e a web em geral). Vale ler a entrevista com Wesch sobre este vídeo no blog do John Batelle.
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Tim Berners-Lee fala sobre a web 3.0, a web semântica
7 janeiro 2008
Tim Berners-Lee comenta rapidamente alguns princípios da web semântica: informação combinada, limpa e fatiada. Vídeo com legenda em português.
Via: Blog Linky
Shift Happens, did you know?
29 dezembro 2007
Apesar de achar que algumas das estatísticas usadas são altamente questionáveis, ainda assim a proposição vale, e vale muito! Questionar como estamos interagindo, educando e nos preparando para um mundo que mudou muito rápido e não vai parar de mudar é uma discussão essencial.
Um convite para pensar em tudo isso durante 2008, no último post do ano. Feliz 2008!
Via: Gil Giardelli
A estética da web 2.0 em discussão
28 dezembro 2007

Elliot Jay Stocks fez uma apresentação criticando a estética 2.0 no Future Of Web Design, que rolou em Nova Iorque, em novembro último. Elliot separou diferentes elementos comumente usados no webdesign e comentou a falta de criatividade que assola muitos designers. É óbvio que a crítica gerou comentários aflamados de partidários da causa da criatividade e daqueles que amam a estética 2.0. Até o momento, há 104 comentários em seu blog sobre a apresentação.
Não há nada de errado em usar elementos gráficos comuns em larga escala, diria até que isso contribui para a usabilidade do site, porque facilita reconhecer o que é um menu, o que é um botão, o que é um banner. O alvo da crítica é o uso massante, repetitivo e indiscriminado destes elementos, inclusive quando o cliente insisite querer “um look tipo web 2.0, entendeu?”.
A própria discussão sobre “criatividade” costuma ser entremeada de afetividade, argumentos evasivos e paixonites estéticas. Não é incomum ouvir que os designers só querem fazer coisas estéticamente lindas mas pouco funcionais e que analistas de usabilidade são engenheiros que abominam o bom design. Nem lá nem cá. É possível fazer um site lindo e funcional. Aliás, nossa obrigação profissional é essa.
A crença de que o que é inovador não é funcional é tolice. Só testando para saber. Já a tendência de relacionar usabilidade a engenheria vem do fato do Jakozão (Nielsen, para quem não pegou a piada) se entitular “Engenheiro de Usabilidade” e manter um dos sites com melhor conteúdo e pior visual já vistos, o seu UseIt.
Como o próprio sócio do Nielsen, Don Norman coloca com propriedade: se a questão for abordada como um problema de design, toda a névoa desaparece e o foco vai para o usuário. Daí, se o design gráfico resultante tiver uma estética 2.0, sem dúvida será plenamente justificável e contribuirá com uma boa experiência de uso. Mas…
Como uma boa polêmica nunca sai de moda, vale conferir, via SlideShare:
